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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
ce186907
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Ramo: Cardiologia)
Em relação às cardiopatias congênitas, julgue o item a seguir.Após o período neonatal, a maioria dos pacientes com coarctação aórtica isolada apresenta sintomas variados, sendo a insuficiência cardíaca uma manifestação comum.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coarctação aórtica: apresentação clínica após o período neonatal

Gabarito: letra E (ERRADO). Após o período neonatal, a maioria dos pacientes com coarctação aórtica isolada é assintomática ou apresenta sintomas leves, como hipertensão arterial e claudicação de membros inferiores; a insuficiência cardíaca é uma manifestação rara nessa fase, sendo típica do período neonatal, quando a coarctação é grave e frequentemente associada a outras cardiopatias. A banca inverte o quadro clínico esperado: troca a apresentação neonatal (grave, com IC) pela do paciente mais velho (geralmente assintomático).

A coarctação aórtica é um estreitamento da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda, no chamado istmo aórtico. Esse estreitamento impõe uma resistência ao fluxo sanguíneo sistêmico, gerando hipertensão proximal (membros superiores) e hipoperfusão distal (membros inferiores). A gravidade da obstrução e a presença de outras anomalias cardíacas determinam o quadro clínico.

No período neonatal, a coarctação crítica se manifesta com insuficiência cardíaca grave, choque cardiogênico e acidose metabólica, especialmente quando o canal arterial se fecha, pois o fluxo para a aorta descendente depende do canal. Nesses casos, a IC é a regra, e o tratamento é emergencial.

após o período neonatal (lactentes maiores, crianças, adolescentes e adultos), a coarctação isolada costuma ser bem tolerada. A maioria dos pacientes é assintomática, e o diagnóstico é feito por achados de exame físico (hipertensão em membros superiores, pulsos femorais diminuídos ou ausentes, sopro sistólico) ou por exames de imagem. Quando sintomas ocorrem, são geralmente leves: cefaleia, epistaxe, claudicação de membros inferiores aos esforços, dor torácica. A insuficiência cardíaca é incomum nesse grupo, aparecendo apenas em casos de coarctação grave não tratada, com hipertensão crônica e sobrecarga ventricular esquerda, ou quando há cardiopatias associadas (valva aórtica bicúspide, comunicação interventricular, etc.).

A banca explora exatamente essa inversão: apresenta a IC como manifestação comum após o período neonatal, quando na verdade ela é a apresentação típica do recém-nascido com coarctação crítica. O candidato que memoriza que "coarctação causa IC" sem distinguir a faixa etária cai na pegadinha.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o quadro clínico do neonato (IC grave, choque) pelo do paciente mais velho (geralmente assintomático ou com sintomas leves). A coarctação isolada após o período neonatal raramente causa IC; quando isso ocorre, sugere coarctação grave não tratada ou cardiopatia associada. Fique atento à faixa etária mencionada no enunciado!

Coarctação aórtica
  • 1Período neonatal (crítica)
    • Insuficiência cardíaca grave
    • Choque cardiogênico
    • Acidose metabólica
  • 2Após o período neonatal (isolada)
    • Assintomática (maioria)
    • Sintomas leves
      • Hipertensão arterial
      • Claudicação de MMII
      • Cefaleia
    • IC é rara (só se grave/associada)
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Item — ❌ ERRADO

A afirmação está errada porque inverte a apresentação clínica da coarctação aórtica conforme a idade. Após o período neonatal, a maioria dos pacientes com coarctação isolada é assintomática ou tem sintomas leves (hipertensão, claudicação intermitente). A insuficiência cardíaca é a manifestação típica do período neonatal, quando a coarctação é crítica e dependente do canal arterial. Portanto, dizer que a IC é "manifestação comum" após o período neonatal contraria o conhecimento estabelecido em cardiologia pediátrica e adulta.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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