Acerca de endocardite infecciosa, julgue o próximo item.Na maioria dos pacientes com endocardite infecciosa, particularmente naqueles com infecções de coração esquerdo, está presente o sopro audível na apresentação inicial da doença.
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Endocardite infecciosa: sopro na apresentação inicial
Gabarito: CERTO. Na maioria dos pacientes com endocardite infecciosa, especialmente nas infecções do coração esquerdo, o sopro cardíaco está presente na apresentação inicial — a literatura clássica e os guidelines (critérios de Duke) apontam prevalência de 80–85% de sopro na admissão. A afirmativa está correta.
A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção do endocárdio, mais frequentemente das valvas cardíacas, que pode acometer valvas nativas, próteses valvares e dispositivos intracardíacos. A doença tem apresentação clínica variada, podendo ser aguda (evolução em dias, geralmente por Staphylococcus aureus) ou subaguda (evolução em semanas a meses, por Streptococcus viridans, enterococos, etc.). O diagnóstico é desafiador e baseia-se nos critérios de Duke, que combinam achados clínicos, laboratoriais (hemoculturas) e ecocardiográficos.
O sopro cardíaco é um dos achados clínicos mais frequentes na EI. Na Tabela 2 do material de apoio, a prevalência de sopro cardíaco é de 80–85% dos pacientes, sendo o segundo achado mais comum, atrás apenas da febre (80–90%). Esse dado é consistente com a afirmativa do item: na maioria dos pacientes, o sopro está presente na apresentação inicial. É importante destacar que o sopro pode ser novo (surgido em decorrência da destruição valvar) ou uma alteração de sopro prévio, e sua ausência não exclui o diagnóstico — especialmente em endocardite de câmaras direitas (tricúspide), onde o sopro pode não ser audível.
A afirmativa menciona "particularmente naqueles com infecções de coração esquerdo". Isso é relevante porque a EI de coração esquerdo (valvas mitral e aórtica) tende a produzir sopros mais facilmente audíveis, devido à maior pressão e ao fluxo turbulento nessas câmaras. Já na EI de coração direito (tricúspide, comum em usuários de drogas injetáveis), o sopro pode estar ausente ou ser mais sutil. Portanto, a ressalva do enunciado está correta e reforça a veracidade da afirmação.
A banca explora aqui um conhecimento clássico de semiologia e infectologia: a presença de sopro é um dos pilares do exame físico na suspeita de EI. O candidato que domina a prevalência dos achados clínicos (febre >80%, sopro 80–85%) acerta a questão. A pegadinha seria pensar que o sopro está sempre presente ou que sua ausência afasta o diagnóstico — o que é falso, mas não é o que o item afirma.
Endocardite infecciosa
1Apresentação clínica
Aguda (dias, S. aureus)
Subaguda (semanas, S. viridans)
2Achados mais comuns
Febre (80–90%)
Sopro (80–85%)
3Sopro por localização
Coração esquerdo (mitral/aórtica)
Sopro audível na maioria
Coração direito (tricúspide)
Sopro pode estar ausente
4Diagnóstico
Critérios de Duke
Hemoculturas
Ecocardiograma
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NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir o candidato com a ideia de que o sopro é um achado raro ou inconstante na EI. Na verdade, ele está presente na grande maioria dos casos (80–85%), especialmente nas infecções esquerdas. Fique atento: a ausência de sopro não exclui EI, mas a presença é a regra.