Acerca da hipertensão arterial sistêmica, julgue o item a seguir, considerando que MAPA significa monitorização ambulatorial da pressão arterial e MRPA, monitorização residencial da pressão arterial.A medida da pressão arterial no consultório deve ser realizada em ambos os braços na primeira consulta, devendo o braço com o menor valor de pressão arterial ser utilizado para as medidas subsequentes.
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GabaritoE — Errado
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Medida da pressão arterial no consultório: qual braço utilizar?
Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque, na primeira consulta, a PA deve ser medida em ambos os braços, mas o braço com o maior valor de pressão arterial é o que deve ser utilizado para as medidas subsequentes — e não o de menor valor, como afirma o item. Essa recomendação consta das diretrizes de hipertensão arterial e tem como objetivo detectar diferenças interbraços que possam indicar doença vascular periférica ou coarctação de aorta.
A medida da pressão arterial (PA) é o pilar do diagnóstico e do acompanhamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS). Para que seja confiável, a técnica de aferição precisa seguir uma série de cuidados: o paciente deve estar sentado, com as costas apoiadas, o braço nu e na altura do coração, após pelo menos 5 minutos de repouso. O manguito deve ter tamanho adequado à circunferência do braço — um manguito pequeno para um braço grande gera leituras falsamente elevadas. Além disso, recomenda-se evitar tabaco e cafeína por pelo menos 30 minutos antes da medida.
Na primeira avaliação, a diretriz orienta medir a PA em ambos os braços. Essa prática não é mero formalismo: uma diferença significativa entre os braços (geralmente > 10 mmHg na pressão sistólica) pode ser sinal de doença arterial obstrutiva periférica, coarctação de aorta ou outras condições vasculares, merecendo investigação. Quando há diferença consistente, o braço com o valor mais alto é o escolhido para as medidas subsequentes, pois reflete com mais fidelidade a pressão arterial real do paciente — usar o braço com valor menor poderia subestimar a PA e mascarar o diagnóstico de hipertensão.
A lógica por trás dessa conduta é simples: o objetivo é capturar a PA mais próxima da pressão central (aórtica). Em situações de estenose ou obstrução arterial em um dos braços, o valor medido naquele lado pode ser artificialmente baixo. Portanto, o braço com a PA mais alta é o que melhor representa a pressão que chega aos órgãos-alvo. Essa recomendação é uniforme nas principais diretrizes de hipertensão, tanto nacionais quanto internacionais.
A banca explora exatamente a inversão do conceito: o candidato que memoriza a regra de forma superficial pode confundir "medir nos dois braços" com "usar o de menor valor", quando o correto é o oposto. A pegadinha está na troca do adjetivo — maior por menor —, que inverte completamente a conduta clínica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o braço com o maior valor pelo de menor valor. O candidato que decora a regra sem entender o porquê cai na armadilha. Lembre-se: o braço com a PA mais alta é o que deve ser usado nas medidas subsequentes, pois reflete melhor a pressão real do paciente.
1Medir em ambos os braços
2Detectar diferença interbraços
3Usar braço com MAIOR valor
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Item — ❌ ERRADO
A afirmativa está incorreta porque inverte a recomendação: o braço com o maior valor de PA é o que deve ser utilizado para as medidas subsequentes, e não o de menor valor. A medida em ambos os braços na primeira consulta está correta, mas a escolha do braço com o menor valor contraria a diretriz, que visa capturar a PA mais fiel possível e detectar diferenças interbraços que possam indicar doença vascular.