No que concerne à avaliação cardiovascular do idoso, julgue o item a seguir.O ecodopplercardiograma deve ser solicitado no pré-operatório de cirurgia intraperitoneal de risco intermediário para pacientes acima de 60 anos de idade, mesmo após anamnese e exame físico adequados, sem suspeita de doença cardiovascular.
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Avaliação cardiovascular pré-operatória do idoso
Gabarito: letra E (ERRADO). O ecodopplercardiograma não deve ser solicitado de rotina no pré-operatório de cirurgia intraperitoneal de risco intermediário apenas por idade acima de 60 anos, quando a anamnese e o exame físico são adequados e não há suspeita de doença cardiovascular. A diretriz de avaliação perioperatória da ACC/AHA orienta que exames complementares sejam solicitados com base em condições clínicas específicas identificadas na avaliação inicial, e não apenas pela idade.
A avaliação cardiovascular pré-operatória do idoso segue os mesmos princípios da avaliação de qualquer paciente adulto, com ênfase na anamnese e no exame físico dirigidos para identificar doença cardíaca ativa ou fatores de risco. O ponto central é que a solicitação de exames complementares, como o ecocardiograma, deve ser guiada por indicação clínica — sintomas, achados ao exame físico ou condições de risco — e não por um critério isolado de idade. A idade avançada, por si só, não é indicação de ecocardiograma pré-operatório em paciente assintomático e sem suspeita de cardiopatia.
A diretriz da ACC/AHA para avaliação cardiovascular em cirurgia não cardíaca estabelece que a avaliação começa com anamnese e exame físico completos, incluindo eletrocardiograma de repouso de 12 derivações quando indicado. A necessidade de exames adicionais, como o ecocardiograma, é determinada pela presença de condições cardíacas ativas (doença arterial coronariana instável, insuficiência cardíaca descompensada, arritmia grave, valvopatia grave), pela capacidade funcional do paciente e pelo risco da cirurgia. Em pacientes assintomáticos, sem doença cardiovascular conhecida e com boa capacidade funcional, mesmo em cirurgias de risco intermediário, não há recomendação de ecocardiograma de rotina.
A cirurgia intraperitoneal é classificada como de risco intermediário, mas isso não implica, isoladamente, a necessidade de ecocardiograma. O que define a necessidade de investigação adicional é a combinação de fatores: o risco da cirurgia, a presença de doença cardíaca ativa ou fatores de risco e a capacidade funcional do paciente. Um paciente idoso, assintomático, com exame físico normal e boa capacidade funcional, submetido a cirurgia de risco intermediário, não precisa de ecocardiograma pré-operatório de rotina. A solicitação do exame seria indicada se houvesse suspeita clínica de cardiopatia, como sopro cardíaco, sinais de insuficiência cardíaca ou sintomas de doença arterial coronariana.
A banca explora a confusão entre "idade avançada" como fator de risco e "idade avançada" como indicação de exame complementar. A idade é um fator de risco para doença cardiovascular, mas não é, por si só, indicação de ecocardiograma pré-operatório. A decisão de solicitar o exame deve ser baseada na avaliação clínica individualizada, considerando a presença de doença cardíaca ativa, fatores de risco e o tipo de cirurgia. O ecocardiograma é um exame complementar que deve ser solicitado quando há suspeita clínica de cardiopatia estrutural ou funcional, e não como rastreamento universal em idosos.
Ecocardiograma pré-operatório
1Indicação
Suspeita clínica de cardiopatia
Sopro cardíaco
Sinais de IC
Sintomas de DAC
Doença cardíaca ativa
Capacidade funcional reduzida
2Não indicação
Idade avançada isolada
Cirurgia de risco intermediário isolada
Paciente assintomático sem suspeita
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Item — ❌ ERRADO
A afirmativa está incorreta porque condiciona a solicitação do ecodopplercardiograma à idade (>60 anos) e ao tipo de cirurgia (intraperitoneal de risco intermediário), mesmo na ausência de suspeita de doença cardiovascular após anamnese e exame físico adequados. A diretriz da ACC/AHA orienta que exames complementares sejam solicitados com base em condições clínicas específicas identificadas na avaliação inicial, e não apenas pela idade. Em paciente assintomático, sem doença cardiovascular conhecida e com boa capacidade funcional, não há indicação de ecocardiograma pré-operatório de rotina, independentemente da idade. A solicitação do exame seria indicada se houvesse suspeita clínica de cardiopatia, como sopro, sinais de insuficiência cardíaca ou sintomas de doença arterial coronariana.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca "fator de risco" por "indicação de exame". A idade avançada é um fator de risco para doença cardiovascular, mas não é, por si só, indicação de ecocardiograma pré-operatório. O exame é solicitado quando há suspeita clínica de cardiopatia, e não como rastreamento universal em idosos. Fique atento: a presença de sopro, sinais de insuficiência cardíaca ou sintomas de doença arterial coronariana é que justifica a solicitação do ecocardiograma.