Julgue o item subsequente, relativos à investigação de doenças cardiovasculares e aos métodos diagnósticos em cardiologia clínica.Para a investigação de pacientes de alto risco cardiovascular, o broncoespasmo em atividade é uma contraindicação absoluta para a realização de cintilografia perfusional miocárdica com prova farmacológica com dipiridamol.
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GabaritoC — Certo
Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Certo; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
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Cintilografia perfusional miocárdica com dipiridamol: contraindicações
Gabarito: ERRADO. O broncoespasmo em atividade é uma contraindicação relativa, não absoluta, para a realização de cintilografia perfusional miocárdica com prova farmacológica com dipiridamol. A contraindicação absoluta para o uso de dipiridamol é a presença de broncoespasmo ativo (asma grave ou doença pulmonar obstrutiva crônica com broncoespasmo em curso), e não o broncoespasmo em atividade, que pode ser manejado com medidas de suporte e reversão do efeito do fármaco.
A cintilografia perfusional miocárdica (CPM) é um método de imagem utilizado para avaliar a perfusão miocárdica em repouso e sob estresse, sendo indicada na investigação de doença arterial coronariana (DAC) em pacientes com risco cardiovascular intermediário a alto. Quando o paciente não pode realizar exercício físico (por limitações ortopédicas, neurológicas ou cardiovasculares), utiliza-se a prova farmacológica com vasodilatadores, como dipiridamol, adenosina ou regadenoson. Esses fármacos promovem vasodilatação coronariana, aumentando o fluxo sanguíneo em artérias normais e revelando áreas de isquemia em territórios com estenose significativa.
O dipiridamol atua inibindo a adenosina desaminase e bloqueando a captação celular de adenosina, aumentando sua concentração extracelular e, consequentemente, ativando receptores A2A nas arteríolas coronarianas, o que gera vasodilatação. Porém, a adenosina também atua em receptores A1, A2B e A3, que podem causar broncoconstrição. Por isso, o dipiridamol é contraindicado em pacientes com broncoespasmo ativo, pois pode precipitar ou agravar o broncoespasmo. No entanto, a contraindicação é relativa quando o broncoespasmo está "em atividade" (ou seja, o paciente tem asma ou DPOC com sintomas atuais, mas não em crise aguda), pois o exame pode ser realizado com precauções, como o uso de broncodilatadores e a disponibilidade de aminofilina para reverter o efeito do dipiridamol.
A distinção entre contraindicação absoluta e relativa é crucial na prática clínica. A contraindicação absoluta para dipiridamol é o broncoespasmo ativo (crise asmática ou DPOC descompensada), enquanto o broncoespasmo "em atividade" (doença de base controlada, mas com sintomas leves) é uma contraindicação relativa, que exige cautela e monitorização, mas não impede o exame. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode pensar que qualquer broncoespasmo impede o exame, mas a classificação correta é que apenas o broncoespasmo ativo (crise) é contraindicação absoluta.
Na prática, o médico deve avaliar o paciente individualmente, considerando a gravidade da doença pulmonar, a necessidade do exame e a disponibilidade de medidas de reversão. Se o broncoespasmo for leve e controlado, o exame pode ser realizado com segurança, desde que haja suporte adequado. Se o broncoespasmo for grave ou ativo, o exame deve ser adiado ou substituído por outra modalidade, como a cintilografia com exercício ou a ressonância magnética cardíaca.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca "broncoespasmo em atividade" por "broncoespasmo ativo". O primeiro é contraindicação relativa (pode ser manejado), o segundo é absoluta (impede o exame). Essa inversão de termos é clássica em questões de cardiologia — fique atento à palavra "ativo" vs. "em atividade".
Contraindicações do dipiridamol
1Absoluta
Broncoespasmo ativo (crise)
Asma grave descompensada
DPOC descompensada
2Relativa
Broncoespasmo em atividade (leve/controlado)
Manejo com broncodilatador
Reversão com aminofilina
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Item — ❌ ERRADO
A afirmativa está errada porque classifica o broncoespasmo em atividade como contraindicação absoluta, quando na verdade é uma contraindicação relativa. A contraindicação absoluta para dipiridamol é o broncoespasmo ativo (crise asmática ou DPOC descompensada), que pode levar a broncoespasmo grave e potencialmente fatal. O broncoespasmo "em atividade" (doença de base controlada, mas com sintomas leves) pode ser manejado com broncodilatadores e aminofilina, permitindo a realização do exame com segurança.
Conclusão: A afirmativa é ERRADA, pois inverte a classificação: broncoespasmo em atividade é contraindicação relativa, não absoluta.