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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
ce186942
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Ramo: Cardiologia)
Julgue o item subsequente, relativos à investigação de doenças cardiovasculares e aos métodos diagnósticos em cardiologia clínica.Durante teste ergométrico de esforço em paciente de moderado risco cardiovascular, o surgimento de infradesnivelamento do segmento ST com morfologia ascendente de 1 mm no ponto Y na fase de esforço, mantido na recuperação, é indicativo de isquemia esforço-induzida.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teste ergométrico: interpretação do infradesnivelamento do segmento ST

Gabarito: ERRADO. O infradesnivelamento do segmento ST com morfologia ascendente de 1 mm no ponto Y, mesmo mantido na recuperação, não é indicativo de isquemia esforço-induzida — a morfologia ascendente é uma resposta fisiológica ao exercício, e o critério de positividade para isquemia exige infradesnivelamento horizontal ou descendente (medido no ponto J ou no ponto Y, conforme a morfologia). A afirmativa erra ao atribuir valor isquêmico a uma alteração que, isoladamente, não o tem.

O teste ergométrico (TE) é um dos métodos mais acessíveis para investigar doença arterial coronariana (DAC), mas sua interpretação exige rigor na análise do segmento ST. O desvio do segmento ST é medido a partir da linha de base PQ, e o ponto J marca o final do complexo QRS e o início do segmento ST. O ponto Y, por sua vez, localiza-se 2 mm após o ponto J. A partir dessas referências, avalia-se a morfologia do infradesnivelamento, que pode ser ascendente, horizontal ou descendente.

A distinção entre essas morfologias é o cerne da questão. O infradesnivelamento ascendente rápido é uma resposta fisiológica ao exercício, refletindo o aumento da frequência cardíaca e a redução da duração da sístole — não indica isquemia. Já o infradesnivelamento horizontal ou descendente é o padrão clássico de isquemia miocárdica, pois reflete uma repolarização anormal do miocárdio sob estresse. Para ser considerado isquêmico, o infradesnivelamento deve ser igual ou maior que 1 mm, medido no ponto J (se descendente) ou no ponto Y (se horizontal), em três batimentos consecutivos.

A afirmativa da questão descreve exatamente o cenário que não preenche os critérios: morfologia ascendente. Mesmo que o desvio persista na recuperação — o que, isoladamente, é um sinal de gravidade quando associado a outras alterações — a morfologia ascendente não confere especificidade para isquemia. A persistência na recuperação é um marcador de risco, mas não transforma um achado fisiológico em patológico.

Na prática clínica, o médico deve correlacionar o eletrocardiograma com os sintomas e a resposta hemodinâmica. Um paciente com infradesnivelamento ascendente isolado, sem dor torácica, sem hipotensão e com boa capacidade funcional, não deve ser classificado como tendo isquemia induzida pelo esforço. A interpretação correta evita exames complementares desnecessários e tratamentos inadequados.

A banca explora a confusão entre os critérios de positividade do TE. O candidato que memoriza apenas o valor de 1 mm e o ponto de medição pode assinalar como correto, ignorando a morfologia — que é o fator decisivo. A morfologia ascendente é a exceção que invalida o critério, e é exatamente nesse detalhe que a questão se resolve.

1Morfologia ascendente
Fisiológico ao esforço
Não é critério de isquemia
2Morfologia horizontal
Isquemia
≥ 1 mm no ponto Y
3Morfologia descendente
Isquemia
≥ 1 mm no ponto J
4Persistência na recuperação
Sinal de gravidade
Não altera a morfologia
Infradesnivelamento do ST no TE
LEVELsoulevel.com.br
Infradesnivelamento do ST no TE: Morfologia ascendente (Fisiológico ao esforço, Não é critério de isquemia); Morfologia horizontal (Isquemia, ≥ 1 mm no ponto Y); Morfologia descendente (Isquemia, ≥ 1 mm no ponto J); Persistência na recuperação (Sinal de gravidade, Não altera a morfologia)

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está incorreta porque atribui valor isquêmico ao infradesnivelamento do segmento ST com morfologia ascendente. O critério de positividade para isquemia no teste ergométrico exige infradesnivelamento horizontal ou descendente de pelo menos 1 mm, medido no ponto J (se descendente) ou no ponto Y (se horizontal), em três batimentos consecutivos. A morfologia ascendente, mesmo que mantida na recuperação, é uma resposta fisiológica ao exercício e não indica isquemia miocárdica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que o infradesnivelamento de 1 mm no ponto Y, mantido na recuperação, é suficiente para diagnosticar isquemia. O erro está na morfologia: o critério exige desvio horizontal ou descendente, e não ascendente. A persistência na recuperação é um sinal de gravidade, mas não converte um achado fisiológico em isquêmico. Memorize: ascendente = fisiológico; horizontal/descendente = isquêmico.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de teste ergométrico, monte uma tabela mental com as morfologias do infradesnivelamento e seus significados:

Morfologia

Significado

Critério de positividade

Ascendente rápido

Fisiológico

Não se aplica

Ascendente lento

Possível isquemia, baixa especificidade

Não é critério isolado

Horizontal

Isquemia

≥ 1 mm no ponto Y, em 3 batimentos

Descendente

Isquemia

≥ 1 mm no ponto J, em 3 batimentos

Gabarito: ERRADO.

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