Paciente de 27 anos de idade, vítima de colisão carro contra carro, foi atendida com trauma de alta energia em membro superior esquerdo. Apresenta fratura exposta da porção diafisária do úmero esquerdo com extensas lacerações nos tecidos moles (maior que 10 cm) com cobertura óssea adequada, perfusão preservada em extremidades e lesão completa do nervo radial. Tendo o caso clínico precedente como referência, julgue o próximo item. É universalmente aceito que a administração intravenosa de antibióticos deve ser realizada somente após o desbridamento cirúrgico e coleta de material para cultura.
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Fraturas expostas: antibioticoterapia e o momento da administração
Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque a administração intravenosa de antibióticos em fraturas expostas deve ser iniciada o mais precocemente possível, idealmente ainda na sala de emergência, antes do desbridamento cirúrgico e da coleta de material para cultura. O atraso na antibioticoterapia aumenta significativamente o risco de infecção, sendo esta a intervenção que mais reduz essa complicação.
A fratura exposta é uma emergência ortopédica definida pela comunicação entre o foco de fratura e o meio externo, o que a torna uma porta de entrada para contaminação bacteriana. O manejo adequado envolve uma sequência de cuidados que começa na cena do acidente e se estende até o centro cirúrgico. O princípio fundamental é que o tempo é tecido: quanto mais rápido o antibiótico atinge a corrente sanguínea, menor a chance de os microrganismos se estabelecerem no osso e nos tecidos moles desvitalizados.
A conduta correta, portanto, é administrar a antibioticoprofilaxia intravenosa o mais breve possível após o trauma, preferencialmente dentro das primeiras 3 horas, e não aguardar o momento do desbridamento. A coleta de material para cultura, embora importante para guiar a terapia posterior, não deve retardar o início do antibiótico. Na prática, o antibiótico é dado na admissão, o paciente é levado ao centro cirúrgico para limpeza cirúrgica e desbridamento, e só então, se necessário, ajusta-se o esquema com base nos resultados das culturas.
A banca explora aqui uma confusão comum: a ideia de que a cultura deve ser colhida antes do antibiótico para não "mascarar" o resultado. No contexto da fratura exposta, essa lógica é invertida — o risco de infecção grave e osteomielite supera em muito o benefício de uma cultura "pura". O consenso atual, refletido nas diretrizes de trauma ortopédico, é claro: antibiótico precoce, independentemente da coleta de cultura.
NÃO CAIA NESSA!
Em questões sobre fraturas expostas, lembre-se da sequência: antibiótico precoce → desbridamento → cultura. A banca adora inverter essa ordem para testar se você sabe que o antibiótico vem primeiro. Se a alternativa disser que a cultura deve ser colhida antes do antibiótico, está errada.
1[+] Antibiótico precoce (até 3h)
2Desbridamento cirúrgico
3Coleta de cultura
4Ajuste do esquema
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Item — ❌ ERRADO
A afirmativa está incorreta porque inverte a ordem correta do manejo. A antibioticoterapia intravenosa deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente até 3 horas do trauma, e não deve aguardar o desbridamento cirúrgico nem a coleta de cultura. O atraso na administração aumenta o risco de infecção, que é a principal complicação das fraturas expostas. A coleta de cultura é importante, mas não deve retardar o início do antibiótico.