Paciente de 57 anos de idade foi vítima de tiro de espingarda a curta distância há 3 horas em mão direita. Apresenta enchimento capilar fraco, parestesia, atividade motora diminuída e ausência de pulso no Doppler. Pressão arterial instável no campo, porém responde aos fluidos intravenosos. Considerando esse caso clínico, julgue o item que se segue. A escala de gravidade de mutilação da extremidade (MESS) classifica a lesão com base na energia que a causou, na isquemia do membro, no choque e no tempo de lesão, não sendo a idade um dos fatores.
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GabaritoE — Errado
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Escala MESS (Mangled Extremity Severity Score)
Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque a idade é, sim, um dos fatores que compõem a escala MESS, juntamente com a energia do trauma, a isquemia do membro e a presença de choque. A banca inverteu a informação ao afirmar que a idade não é considerada, quando na verdade ela é um dos quatro componentes da pontuação.
A escala MESS (Mangled Extremity Severity Score) é uma ferramenta objetiva criada para auxiliar o cirurgião na tomada de decisão entre a amputação e a preservação do membro em traumas complexos, especialmente de membros inferiores. Ela foi desenvolvida para padronizar a avaliação e reduzir a subjetividade na indicação de amputação, sendo amplamente utilizada na ortopedia e traumatologia. A escala é composta por quatro fatores principais, cada um com pontuações específicas que, somadas, indicam a gravidade da lesão e a probabilidade de necessidade de amputação.
Os quatro componentes da escala MESS são:
Energia do trauma: avalia o mecanismo de lesão, variando de baixa energia (como facadas) a altíssima energia (como ferimentos por espingarda com contaminação grosseira e avulsão de tecidos moles).
Isquemia do membro: avalia a perfusão sanguínea, desde pulso reduzido com boa perfusão até extremidades frias, paralisadas e entorpecidas. A pontuação é dobrada se a isquemia durar mais de 6 horas.
Choque: avalia a pressão arterial sistólica, desde pressão normal (> 90 mmHg) até hipotensão persistente.
Idade do paciente: avalia a idade em três faixas: < 30 anos (0 pontos), 30-50 anos (1 ponto) e > 50 anos (2 pontos).
Uma pontuação total maior ou igual a 7 é preditiva de amputação com quase 100% de acurácia. No caso clínico apresentado, o paciente tem 57 anos (2 pontos), sofreu trauma de alta energia por espingarda (3 pontos), apresenta ausência de pulso no Doppler, parestesia e enchimento capilar fraco (isquemia grau 2, que pode ser dobrada se > 6 horas, mas o trauma ocorreu há 3 horas, então permanece 2 pontos) e pressão arterial instável que responde a fluidos (hipotensão transitória, 1 ponto). A pontuação total seria 8, indicando alta probabilidade de necessidade de amputação.
A pegadinha da questão está em afirmar que a idade não é um fator da escala, quando na verdade ela é um dos quatro componentes. O candidato que conhece a escala MESS identifica imediatamente o erro, pois a idade é um dos critérios de pontuação, com faixas etárias específicas que influenciam diretamente no resultado final.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que a idade não é um fator da escala MESS, quando na verdade ela é um dos quatro componentes essenciais. O candidato que decora apenas os três primeiros fatores (energia, isquemia e choque) pode cair na armadilha, mas a idade é explicitamente um dos critérios de pontuação, com faixas etárias que somam pontos ao escore final.
Item — ❌ ERRADO
A afirmativa está incorreta porque a idade é, sim, um dos fatores que compõem a escala MESS. A escala é composta por quatro fatores: energia do trauma, isquemia do membro, choque e idade do paciente. A idade é pontuada em três faixas: < 30 anos (0 pontos), 30-50 anos (1 ponto) e > 50 anos (2 pontos). No caso apresentado, o paciente tem 57 anos, o que corresponde a 2 pontos na escala, influenciando diretamente no escore total e na decisão entre amputação e preservação do membro.