Atleta de futebol, sexo masculino, 29 anos de idade, refere que há 3 meses apresentou entorse do joelho direito, evoluindo com dor, edema e bloqueios articulares esporádicos desde então. Apresenta hipotrofia muscular do quadríceps direito, estabilidade ligamentar em todos os testes realizados e manobras de Mcmurray, Thessaly e Steinmann positivas para menisco medial. A partir do caso clínico precedente, julgue o item subsecutivo. A ressonância magnética nuclear é eficiente em detectar lesões do menisco e eficaz em prever o reparo dessas lesões.
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GabaritoE — Errado
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Ressonância magnética na lesão meniscal: detecção e previsão de reparo
Gabarito: ERRADO. A ressonância magnética (RM) é altamente eficiente para detectar lesões meniscais, mas não é eficaz em prever o reparo dessas lesões — a decisão sobre reparabilidade depende de fatores como localização, padrão da lesão, idade e estabilidade ligamentar, que não são determinados apenas pela imagem. A afirmativa erra ao atribuir à RM uma capacidade preditiva que ela não possui de forma isolada.
A RM é o exame de imagem de escolha para avaliação das lesões meniscais, com alta sensibilidade e especificidade para identificá-las. No caso clínico apresentado, o atleta tem 29 anos, sofreu entorse há 3 meses e apresenta bloqueios articulares esporádicos, com manobras de McMurray, Thessaly e Steinmann positivas para menisco medial — um quadro clássico de lesão meniscal sintomática. A RM confirmaria a lesão, mostrando sua localização (corno anterior, corpo ou corno posterior), extensão e padrão (vertical, horizontal, radial, em alça de balde, etc.).
Porém, a capacidade de prever o reparo é outra história. A reparabilidade de uma lesão meniscal depende de vários fatores que a RM ajuda a avaliar, mas não decide sozinha:
Localização: lesões na zona vascularizada (terço periférico ou zona vermelha) têm maior potencial de cicatrização; lesões na zona avascular (zona branca) têm baixo potencial de reparo.
Padrão da lesão: lesões verticais longitudinais são mais reparáveis; lesões radiais, horizontais e complexas são menos reparáveis.
Tamanho e extensão: lesões extensas ou com múltiplos traços são menos reparáveis.
Idade do paciente: pacientes jovens têm melhor potencial de cicatrização.
Estabilidade ligamentar: a presença de lesão associada do ligamento cruzado anterior (LCA) influencia a decisão de reparo, pois a instabilidade pode comprometer a cicatrização.
Tempo desde a lesão: lesões crônicas (> 3 meses) têm menor potencial de reparo.
A RM fornece informações sobre localização, padrão e extensão, mas a decisão final de reparar ou ressecar é tomada no momento da artroscopia, com base na avaliação direta da lesão e na qualidade do tecido meniscal. Portanto, a RM é eficiente em detectar a lesão, mas não é eficaz em prever o reparo de forma isolada — a afirmativa está incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a RM, por ser o melhor exame para detectar lesões meniscais, também seria capaz de prever o reparo. Mas detectar e prever reparo são coisas distintas: a RM mostra a lesão, mas a reparabilidade depende de fatores clínicos e artroscópicos. O erro está em atribuir à RM uma capacidade preditiva que ela não tem isoladamente.
RM na lesão meniscal
1Detecta a lesão
Alta sensibilidade/especificidade
Localização, extensão, padrão
2Não prevê o reparo
Reparabilidade decidida na artroscopia
Fatores clínicos e artroscópicos
Localização (zona vascularizada)
Padrão da lesão
Idade do paciente
Estabilidade ligamentar
Tempo desde a lesão
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Item — ❌ ERRADO
A afirmativa diz que a RM é "eficiente em detectar lesões do menisco e eficaz em prever o reparo dessas lesões". A primeira parte é verdadeira — a RM é o padrão-ouro para detecção de lesões meniscais, com alta sensibilidade e especificidade. A segunda parte é falsa: a RM não é eficaz em prever o reparo de forma isolada. A reparabilidade depende de múltiplos fatores (localização na zona vascularizada, padrão da lesão, idade, estabilidade ligamentar, tempo de evolução) que não são determinados apenas pela imagem. A decisão de reparar é tomada na artroscopia, com avaliação direta da lesão. Portanto, o item está ERRADO.