Julgue o próximo item, relativos às patologias ortopédicas.O tratamento da osteoartrose da coluna lombar pode ser cirúrgico, principalmente quando existe comprometimento neurológico progressivo, como perda de força e claudicação, mas, na ausência de sintomas neurológicos, o tratamento de escolha inicial não é cirúrgico, mesmo na presença de dor intensa.
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GabaritoC — Certo
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Osteoartrose da coluna lombar: indicação cirúrgica e tratamento conservador
Gabarito: CERTO. A afirmativa está correta: na osteoartrose da coluna lombar, a cirurgia é reservada principalmente para casos com comprometimento neurológico progressivo (como perda de força e claudicação neurogênica), enquanto, na ausência de sintomas neurológicos, o tratamento inicial de escolha é conservador, mesmo diante de dor intensa. Essa conduta está alinhada com as diretrizes atuais de manejo da lombalgia degenerativa, que priorizam medidas não cirúrgicas como primeira linha.
A osteoartrose da coluna lombar, também chamada de espondiloartrose ou doença degenerativa do disco e das articulações facetárias, é uma condição extremamente comum, especialmente em idosos. Ela resulta do desgaste progressivo da cartilagem articular e dos discos intervertebrais, levando a dor, rigidez e, em casos mais avançados, a compressão de estruturas neurais. O grande desafio clínico é distinguir quando a dor é de origem mecânica (relacionada ao movimento e à carga) e quando há um componente neurogênico, que indica comprometimento das raízes nervosas ou da medula.
A decisão entre tratamento conservador e cirúrgico não se baseia apenas na intensidade da dor, mas principalmente na presença e na progressão de déficits neurológicos. A cirurgia está indicada quando há sinais de compressão neural significativa, como perda de força muscular, alterações sensitivas, ou claudicação neurogênica incapacitante — condição em que o paciente sente dor, formigamento e fraqueza nas pernas ao caminhar, aliviando ao se curvar ou sentar. Na ausência desses sinais, mesmo com dor intensa, o tratamento inicial deve ser conservador, incluindo fisioterapia, exercícios, analgésicos, anti-inflamatórios e, em alguns casos, infiltrações. A cirurgia, nesse cenário, é reservada para casos refratários ao tratamento clínico bem conduzido.
Um exemplo prático: um paciente de 65 anos com dor lombar crônica e irradiação para a perna, mas com força muscular preservada e exame neurológico normal, deve iniciar com fisioterapia e medicação. Se, por outro lado, esse mesmo paciente apresentar perda progressiva de força no pé (como dificuldade para dorsiflexão) ou incontinência urinária, a cirurgia de descompressão passa a ser fortemente considerada, pois há risco de lesão neurológica irreversível.
A distinção crucial que a banca explora é entre dor e déficit neurológico. A dor intensa, por si só, não é indicação absoluta de cirurgia na osteoartrose lombar; o que define a urgência cirúrgica é a presença de sintomas neurológicos progressivos ou a síndrome da cauda equina (que cursa com disfunção esfincteriana e anestesia em sela). Essa hierarquia de prioridades é um princípio fundamental da ortopedia e é exatamente o que a questão testa.
Osteoartrose lombar
1Tratamento conservador (1ª linha)
Fisioterapia e exercícios
Analgésicos e anti-inflamatórios
Infiltrações
Indicado mesmo com dor intensa
2Tratamento cirúrgico
Comprometimento neurológico progressivo
Perda de força
Claudicação neurogênica
Síndrome da cauda equina
Disfunção esfincteriana
Anestesia em sela
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Item — ✅ CERTO
A afirmativa está correta porque reflete a conduta médica baseada em evidências para a osteoartrose da coluna lombar. O tratamento cirúrgico é indicado principalmente quando há comprometimento neurológico progressivo, como perda de força e claudicação neurogênica, pois a descompressão neural pode evitar danos permanentes. Na ausência de sintomas neurológicos, o tratamento inicial de escolha é conservador, mesmo na presença de dor intensa, pois a cirurgia não demonstra superioridade clara sobre o tratamento não cirúrgico para o alívio da dor isolada, além de apresentar riscos e complicações. Essa abordagem está em consonância com as diretrizes de manejo da lombalgia degenerativa, que priorizam medidas conservadoras como primeira linha e reservam a cirurgia para casos selecionados.