Quanto às infecções osteoarticulares na população pediátrica, julgue o item subsecutivo.Os achados típicos da osteomielite na ressonância magnética são hipossinal medular nas imagens ponderadas em T1 e hiperssinal nas ponderadas em T2.
CCerto
EErrado
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Certo
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Osteomielite na ressonância magnética: achados típicos
Gabarito: CERTO. A afirmativa está correta: na osteomielite, a ressonância magnética (RM) mostra hipossinal (redução do sinal) da medula óssea nas imagens ponderadas em T1 e hiperssinal (aumento do sinal) nas imagens ponderadas em T2, refletindo o edema e a inflamação da medula óssea. Esse padrão é um dos achados clássicos e mais sensíveis para o diagnóstico precoce da infecção óssea, especialmente na população pediátrica, onde a RM é o exame de escolha.
A osteomielite é a infecção de qualquer componente do esqueleto ósseo, e na criança a forma mais comum é a hematogênica, ou seja, a bactéria chega ao osso pela corrente sanguínea. O processo infeccioso desencadeia uma resposta inflamatória aguda que leva ao edema da medula óssea, hiperemia e acúmulo de líquido no espaço medular. É exatamente essa alteração fisiopatológica que a RM consegue captar com alta sensibilidade, muito antes de qualquer alteração radiográfica convencional.
Nas sequências ponderadas em T1, a medula óssea normal, rica em gordura, apresenta sinal alto (branca). Quando há infecção, o edema e a inflamação substituem a gordura, resultando em hipossinal (escurecimento) nessa sequência. Já nas sequências ponderadas em T2, o edema e o líquido inflamatório apresentam sinal alto, gerando hiperssinal (clareamento) na medula óssea afetada. Essa combinação — T1 hipossinal e T2 hiperssinal — é o padrão típico de edema medular, presente na osteomielite aguda.
É importante distinguir a osteomielite da artrite séptica, que é a infecção da articulação. Na artrite séptica, o achado principal na RM é o derrame articular com hiperssinal em T2 e espessamento sinovial, além de possível realce pelo contraste. Na osteomielite, o foco está na medula óssea, e a RM também pode mostrar realce pelo contraste na área de inflamação, além de abscessos e fístulas em casos mais avançados.
A banca explora aqui um conhecimento de semiologia por imagem que é fundamental na ortopedia pediátrica: a RM é o exame mais sensível e específico para o diagnóstico precoce da osteomielite, e o padrão de sinal descrito é um dos pilares desse diagnóstico. O candidato que domina esse conceito reconhece a afirmativa como correta sem hesitação.
Osteomielite na RM: T1 (gordura = sinal alto) (Edema substitui gordura → hipossinal); T2 (água = sinal alto) (Edema e líquido → hiperssinal); Diagnóstico precoce (RM é o exame de escolha, Antes da radiografia)
Item — ✅ CERTO
A afirmativa descreve com precisão os achados típicos da osteomielite na RM: hipossinal em T1 e hiperssinal em T2. Isso ocorre porque a infecção causa edema e inflamação da medula óssea, que substituem a gordura medular normal (responsável pelo sinal alto em T1) e aumentam o conteúdo de água (responsável pelo sinal alto em T2). Esse padrão é amplamente descrito na literatura de ortopedia e radiologia como o achado característico da osteomielite aguda, sendo a RM o exame de escolha para o diagnóstico precoce, especialmente em crianças.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar o padrão de sinal na RM, lembre-se: T1 = gordura (sinal alto), T2 = água (sinal alto). Na osteomielite, o edema substitui a gordura → T1 escurece (hipossinal) e T2 clareia (hiperssinal). Esse mesmo raciocínio vale para outras condições com edema medular, como contusão óssea e tumores.