No que se refere à displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), julgue o item que se segue.Há alta taxa de associação entre a displasia do desenvolvimento do quadril e outras anormalidades congênitas como torcicolo congênito e metatarso aduto.
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Displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ): associações congênitas
Gabarito: CERTO. A afirmativa está correta: a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) apresenta alta taxa de associação com outras anormalidades congênitas, incluindo o torcicolo congênito e o metatarso aduto. Essa associação é um conhecimento consolidado em ortopedia pediátrica, e a questão cobra exatamente esse fato clínico.
A DDQ é uma condição em que há um espectro de anormalidades no desenvolvimento do quadril, que vão desde a displasia acetabular (acetábulo raso e imaturo) até a luxação completa da cabeça femoral. É uma das causas mais importantes de claudicação e limitação funcional na infância, e o diagnóstico precoce é fundamental para um bom prognóstico. O rastreamento clínico é feito por meio das manobras de Barlow e Ortolani, que devem ser realizadas em todos os recém-nascidos, e repetidas ao longo do primeiro ano de vida, pois a condição pode se manifestar tardiamente.
A associação da DDQ com outras deformidades congênitas é um ponto clássico e muito cobrado. A explicação fisiopatológica reside no fato de que, durante a vida intrauterina, fatores mecânicos (como o oligoidrâmnio, a apresentação pélvica e a primiparidade) podem restringir os movimentos fetais, levando a um conjunto de deformidades posicionais. Essas deformidades, que incluem o torcicolo congênito (encurtamento do músculo esternocleidomastóideo), o metatarso aduto (deformidade do pé em que a parte anterior está desviada para dentro) e a própria DDQ, compartilham o mesmo mecanismo de compressão intrauterina. Por isso, a presença de uma dessas condições deve sempre levantar a suspeita de outras.
Na prática clínica, o ortopedista deve examinar o quadril de toda criança que apresenta torcicolo congênito ou metatarso aduto, e vice-versa. Essa vigilância é essencial para o diagnóstico precoce da DDQ, que, se tratada tardiamente, pode levar a sequelas graves, como a limitação da deambulação e a osteoartrite precoce. O tratamento, quando iniciado precocemente, é simples e eficaz, geralmente com o uso do suspensório de Pavlik, que mantém o quadril em posição de redução e permite o desenvolvimento normal do acetábulo.
A pegadinha desta questão é justamente a tentação de considerar a DDQ como uma condição isolada. O candidato que não conhece as associações congênitas pode marcar "errado", achando que a banca está exagerando na taxa de associação. No entanto, a literatura é clara: a associação é alta e deve ser sempre investigada. Guarde essa tríade: DDQ, torcicolo congênito e metatarso aduto — eles andam juntos.
A afirmativa está correta. A DDQ é frequentemente associada a outras anormalidades congênitas, e o torcicolo congênito e o metatarso aduto são exemplos clássicos dessa associação. O mecanismo é o mesmo: restrição de movimentos intrauterinos, que leva a deformidades posicionais em diferentes partes do corpo. A presença de uma dessas condições deve sempre alertar o médico para a possibilidade das outras, e o exame ortopédico completo é obrigatório.