Acerca do pé torto congênito, julgue o item subsequente.Meninos são mais frequentemente acometidos que meninas, e o acometimento bilateral ocorre em aproximadamente 50% de todos os casos.
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GabaritoC — Certo
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Pé torto congênito: epidemiologia
Gabarito: CERTO. A afirmativa está correta: o pé torto congênito acomete mais meninos do que meninas (proporção aproximada de 2:1) e é bilateral em cerca de 50% dos casos — exatamente o que o enunciado afirma. Essa é uma característica epidemiológica clássica da deformidade, amplamente descrita na literatura ortopédica.
O pé torto congênito (também chamado de talipes equinovarus ou pé torto congênito idiopático) é uma das deformidades ortopédicas congênitas mais comuns, com incidência de aproximadamente 1 a 2 casos por 1.000 nascidos vivos. A deformidade é complexa e envolve quatro componentes principais: equino (calcanhar elevado e antepé caído), varo (face plantar voltada medialmente), aduto (antepé desviado medialmente) e cavo (prega transversal na planta do pé).
A epidemiologia é um ponto clássico de cobrança: a predominância no sexo masculino é consistente em praticamente todos os estudos, com uma razão de cerca de 2:1 em relação ao sexo feminino. Quanto à lateralidade, aproximadamente metade dos casos é bilateral, sendo que, quando unilateral, o lado direito é discretamente mais acometido que o esquerdo. Esses números são estáveis na literatura e constituem o conhecimento essencial que a banca explora.
É importante diferenciar o pé torto congênito do pé torto posicional, que é uma condição benigna decorrente da posição intrauterina. No posicional, o pé é redutível passivamente com manobra delicada, e o tratamento é apenas fisioterapia. Já no congênito, a deformidade é rígida, não redutível por manobras, e exige tratamento ortopédico especializado — classicamente o método de Ponseti, com gessos seriados e tenotomia percutânea do tendão de Aquiles.
A pegadinha que a banca poderia explorar seria inverter os números (por exemplo, afirmar que meninas são mais acometidas ou que a bilateralidade ocorre em 80% dos casos). Aqui, porém, o enunciado reproduz fielmente os dados epidemiológicos corretos, tornando a assertiva verdadeira.
A afirmativa traz dois dados epidemiológicos sobre o pé torto congênito: (1) maior frequência no sexo masculino e (2) bilateralidade em aproximadamente 50% dos casos. Ambos estão corretos e são amplamente documentados. A literatura ortopédica pediátrica é consistente: a deformidade é cerca de duas vezes mais comum em meninos, e a apresentação bilateral ocorre em cerca de metade dos pacientes. Não há qualquer imprecisão no enunciado — os números e a proporção estão corretos.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de epidemiologia em ortopedia pediátrica, memorize os números-chave das deformidades congênitas mais cobradas: pé torto congênito (2:1 masculino, 50% bilateral), luxação congênita do quadril (mais comum em meninas, 1:5 a 1:8), torcicolo congênito (mais comum à direita) e escoliose idiopática (mais comum em meninas na adolescência). Esses dados são recorrentes em provas de residência e concursos.