Acerca do pé torto congênito, julgue o item subsequente.O método de Ponseti utiliza a articulação calcâneo-cuboidea como fulcro (ou apoio) ao realizar a correção gradual das deformidades.
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GabaritoE — Errado
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Pé torto congênito e o método de Ponseti
Gabarito: letra E (ERRADO). O método de Ponseti utiliza a cabeça do tálus como fulcro (ponto de apoio) para a correção gradual das deformidades do pé torto congênito, e não a articulação calcâneo-cuboidea. A afirmação do enunciado, portanto, está incorreta.
O pé torto congênito (PTC) é uma deformidade complexa que envolve quatro componentes principais: equino (pé apontando para baixo), varo (retropé desviado medialmente), aduto (antepé desviado medialmente) e cavo (arco plantar aumentado). O tratamento de escolha na maioria dos casos é o método de Ponseti, que se baseia em manipulações suaves e sucessivas, seguidas de imobilização gessada, com o objetivo de corrigir cada componente da deformidade em uma sequência específica.
O princípio biomecânico do método de Ponseti é a utilização de um ponto fixo de apoio (fulcro) para realizar a correção. Esse fulcro é a cabeça do tálus, que permanece estável enquanto o restante do pé (calcâneo, cuboide e antepé) é manipulado ao redor dela. A articulação calcâneo-cuboidea, por sua vez, é uma articulação que participa da deformidade e é corrigida indiretamente, mas não serve como fulcro principal da técnica. A confusão entre o fulcro correto (cabeça do tálus) e a articulação citada no enunciado é a pegadinha central desta questão.
Na prática, o médico posiciona o polegar sobre a cabeça do tálus (na região ântero-lateral do tornozelo) e aplica uma força de abdução no antepé, usando o tálus como ponto fixo. Esse movimento corrige o aduto e o varo, enquanto o equino é corrigido posteriormente com a dorsiflexão do pé. A articulação calcâneo-cuboidea é apenas uma das estruturas que se movimentam durante a correção, mas não é o fulcro.
A banca explora a troca de um termo anatômico específico por outro, testando o conhecimento detalhado da técnica. Para acertar, é fundamental lembrar que o fulcro do método de Ponseti é a cabeça do tálus, e não a articulação calcâneo-cuboidea. Essa distinção é o critério decisivo que separa o certo do errado nesta questão.
Método de Ponseti: Fulcro (ponto de apoio) (Cabeça do tálus, Não é a articulação calcâneo-cuboidea); Correção gradual (Polegar sobre a cabeça do tálus, Abdução do antepé, Dorsiflexão (corrige equino)); Deformidades (PTC) (Equino, Varo, Aduto, Cavo)
Item — ❌ ERRADO
A afirmação está incorreta porque o fulcro do método de Ponseti é a cabeça do tálus, e não a articulação calcâneo-cuboidea. O método utiliza o tálus como ponto fixo de apoio para realizar a abdução do antepé e a correção gradual das deformidades. A articulação calcâneo-cuboidea é uma estrutura que participa da deformidade e é corrigida durante o processo, mas não serve como fulcro. Portanto, a assertiva troca o ponto de apoio correto, caracterizando um erro conceitual.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o fulcro do método de Ponseti: em vez da cabeça do tálus, menciona a articulação calcâneo-cuboidea. O candidato que não domina a biomecânica da técnica pode marcar "certo" por associar a articulação à correção, mas o ponto de apoio é outro. Lembre-se: o tálus é a "âncora" do método.