Avaliação Psicológica Infantil
❌ ERRADO. A afirmação de que é essencial a inclusão de testes padronizados para investigação de autismo está incorreta. A Resolução CFP nº 31/2022 estabelece que o psicólogo tem a prerrogativa de decidir quais métodos, técnicas e instrumentos empregar na avaliação psicológica, desde que fundamentados na literatura científica e nas normativas do CFP. Os testes padronizados são uma das fontes fundamentais, mas não obrigatórias; o profissional pode basear-se em entrevistas, anamnese, observação do comportamento e outras fontes.
Resolução CFP nº 31/2022, Art. 2º:
Na realização da Avaliação Psicológica, a psicóloga e o psicólogo devem basear sua decisão, obrigatoriamente, em métodos e/ou técnicas e/ou instrumentos psicológicos reconhecidos cientificamente para uso na prática profissional da psicóloga e do psicólogo (fontes fundamentais de informação), podendo, a depender do contexto, recorrer a procedimentos e recursos auxiliares (fontes complementares de informação). Consideram-se fontes de informação: I – Fontes fundamentais: a) Testes psicológicos aprovados pelo CFP [...] e/ou; b) Entrevistas psicológicas, anamnese e/ou; c) Protocolos ou registros de observação de comportamentos [...]. II - Fontes complementares: a) Técnicas e instrumentos não psicológicos [...].
O caso de Beto apresenta indicadores que podem sugerir Transtorno do Espectro Autista, mas a avaliação psicológica deve ser abrangente. A decisão de incluir ou não testes padronizados cabe ao psicólogo, considerando as particularidades do caso (idade da criança, contexto escolar, disponibilidade de instrumentos validados para essa faixa etária). Portanto, a afirmação é errada.
✅ Gabarito: E – Errado.