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Questão de Administração Pública — Gestão de Politicas Públicas — CESPE / CEBRASPE 2024

Administração PúblicaGestão de Politicas Públicas
Código
ce188969
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-PR
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Externo – Área: Administrativa
A avaliação de impacto das políticas públicas encontra maior ou menor dificuldade de acordo com as circunstâncias em que tais políticas forem implementadas. Dificulta-se a avaliação de impacto de uma política pública quando
  1. Ase observa relação direta entre o resultado de interesse e o agente de transmissão.
  2. Bos dados relativos à política estão individualizados.
  3. Cos dados que dão suporte à avaliação são coletados antes e depois da implementação da política pública.
  4. Dos testes pilotos incluem coleta de dados em áreas que não se beneficiarão da política.
  5. Ehá alocação subjetiva dos participantes da política pública.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — há alocação subjetiva dos participantes da política pública.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dificuldades na Avaliação de Impacto de Políticas Públicas

Gabarito: Letra E. A alocação subjetiva dos participantes (isto é, a seleção não aleatória e baseada em critérios discricionários) dificulta a avaliação de impacto porque introduz viés de seleção, impedindo a construção de um contrafactual válido e comprometendo a inferência causal. As demais alternativas descrevem situações que, ao contrário, facilitam ou são neutras para a realização de uma avaliação de impacto rigorosa.

A avaliação de impacto busca mensurar o efeito causal de uma política sobre um resultado de interesse. Para tanto, é essencial comparar o que aconteceu com o grupo que recebeu a intervenção (grupo tratado) com o que teria acontecido na ausência dela (contrafactual). A forma mais robusta de estabelecer esse contrafactual é por meio de métodos que garantam a comparabilidade entre tratados e não tratados, como a aleatorização, a correspondência (matching) ou diferenças-em-diferenças. Quando a alocação é subjetiva – ou seja, baseada em critérios não observáveis ou discricionários –, os grupos tendem a ser diferentes em características que também afetam o resultado, gerando viés de seleção e impossibilitando a atribuição causal.

Alternativa

Descrição

Facilita ou Dificulta a Avaliação de Impacto?

Motivo

A

Relação direta entre resultado e agente de transmissão

Facilita

Torna a cadeia causal mais clara e a mensuração dos efeitos mais precisa.

B

Dados individualizados

Facilita

Permite análises refinadas e controle de variáveis de confusão.

C

Coleta de dados antes e depois da implementação

Facilita

Abordagem desejável para séries temporais com grupo de comparação.

D

Testes pilotos com coleta em áreas não beneficiadas

Facilita

Característica de desenhos experimentais ou quase-experimentais válidos.

E

Alocação subjetiva dos participantes

Dificulta

Introduz viés de seleção, comprometendo a inferência causal e o contrafactual.

Dificuldades na avaliação de impacto
  • 1Alocação subjetiva (viés de seleção)
    • Seleção não aleatória
    • Critérios discricionários
    • Contrafactual inválido
  • 2Fatores que facilitam
    • Relação direta causa-efeito
    • Dados individualizados
    • Coleta antes/depois
    • Grupo de controle (teste piloto)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A existência de uma relação direta entre o resultado de interesse e o agente de transmissão (o mecanismo causal) facilita a avaliação de impacto, pois torna mais clara a cadeia lógica e a mensuração dos efeitos. Não dificulta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Dados individualizados permitem análises mais refinadas e a aplicação de técnicas estatísticas que controlam variáveis de confusão. Isso facilita a avaliação de impacto, não a dificulta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A coleta de dados antes e depois da implementação (série temporal com grupo de comparação) é uma abordagem comum e desejável em avaliações de impacto, desde que combinada com um grupo de controle adequado. Não é, em si, uma dificuldade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Testes pilotos que incluem coleta de dados em áreas que não se beneficiarão da política (grupo de controle) são justamente o que se busca em desenhos quase-experimentais ou experimentais. Isso fortalece a avaliação de impacto, não a dificulta.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alocação subjetiva dos participantes, sem critérios objetivos ou aleatórios, gera grupos não comparáveis e inviabiliza a construção de um contrafactual confiável. É a principal fonte de dificuldade na avaliação de impacto, conforme a literatura de políticas públicas (e.g., métodos de avaliação causal).

PEGA ESSA DICA!

Na hora da prova, lembre-se de que a avaliação de impacto depende fundamentalmente de um grupo de controle válido. Tudo que comprometer a comparabilidade entre o grupo que recebeu a política e o que não recebeu (como alocação subjetiva) dificulta a avaliação. Já a disponibilidade de dados, a clareza causal e a existência de áreas de comparação favorecem.

Gabarito: Letra E

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