Questão de Estatística — Cálculo de Probabilidades — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce190059
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TSE
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado – Especialidade: Estatística
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (CERTO). A igualdade P(A∪D) = P(A) + P(D) − P(A)P(D) é verdadeira porque, sendo D o complemento de B e sendo A e B independentes, conclui-se que A e D também são independentes — e, para eventos independentes, a probabilidade da união é exatamente a soma das probabilidades menos o produto delas. A fonte é a própria definição de independência e a regra geral da união de eventos.
A questão testa dois conceitos centrais de probabilidade: a regra da adição (probabilidade da união) e a independência de eventos. A regra geral da união de dois eventos quaisquer é:
P(A ∪ D) = P(A) + P(D) − P(A ∩ D)
Essa fórmula vale sempre, para quaisquer eventos. O que muda é como calculamos P(A ∩ D):
Se A e D forem independentes, então P(A ∩ D) = P(A) × P(D), e a fórmula da união vira exatamente a expressão do enunciado.
Se A e D forem mutuamente exclusivos, então P(A ∩ D) = 0, e a fórmula vira P(A ∪ D) = P(A) + P(D).
O ponto central da questão é descobrir se A e D são independentes. O enunciado diz que A e B são independentes e que D é o complemento de B. A pergunta é: se A é independente de B, A também é independente do complemento de B? A resposta é sim — e isso é uma propriedade fundamental da independência. Se a ocorrência de B não afeta a probabilidade de A, então a não-ocorrência de B (que é D) também não afeta a probabilidade de A. Formalmente, se P(A ∩ B) = P(A)P(B), então P(A ∩ D) = P(A)P(D).
A informação de que A e C são mutuamente exclusivos é um distrator: ela não é usada em nenhum momento para avaliar a igualdade, que envolve apenas A e D. A banca a incluiu para testar se o candidato sabe separar as informações relevantes das irrelevantes.
A afirmação está correta. Como A e B são independentes, A também é independente de D (o complemento de B). Portanto, P(A ∩ D) = P(A) × P(D). Substituindo na regra geral da união:
P(A ∪ D) = P(A) + P(D) − P(A ∩ D) = P(A) + P(D) − P(A)P(D)
que é exatamente a expressão apresentada. A igualdade vale para quaisquer valores de P(A) e P(D), desde que a independência se mantenha — e ela se mantém pela relação entre B e D.
A banca coloca a informação de que A e C são mutuamente exclusivos para tentar fazer você aplicar a fórmula da união de eventos mutuamente exclusivos (P(A ∪ C) = P(A) + P(C)) na união de A com D. Mas a união pedida é A ∪ D, não A ∪ C. A relação de exclusividade entre A e C não tem nenhuma influência sobre a relação entre A e D. O que importa é a independência entre A e B, que se transmite ao complemento D. Fique atento: mutuamente exclusivos ≠ independentes, e a fórmula da união muda conforme o caso.
Gabarito: letra C (CERTO).
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