Julgue o item a seguir, considerando as técnicas empregadas em resumos de dados levantados de uma população.A partir de uma tabela de frequências absolutas de uma variável qualitativa nominal, é possível recuperar os valores originais da série de dados.
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Tabela de frequências e recuperação dos dados originais
✅ CERTO. A partir de uma tabela de frequências absolutas de uma variável qualitativa nominal é possível recuperar os valores originais da série de dados, pois a tabela registra exatamente quantas vezes cada categoria aparece, e a variável nominal tem um conjunto finito de categorias. Com essas contagens, podemos reconstruir a lista original — embora sem preservar a ordem em que os dados foram coletados.
A tabela de distribuição de frequências é uma ferramenta da estatística descritiva que resume os dados, organizando-os em categorias (para variáveis qualitativas) ou classes (para variáveis quantitativas) e registrando quantas observações caem em cada uma. Para uma variável qualitativa nominal, como cor dos olhos ou profissão, a tabela apresenta as categorias e suas respectivas frequências absolutas (contagens) e, eventualmente, relativas (percentuais).
O ponto central é que a tabela de frequências é um resumo: ela condensa a informação, mas não preserva a ordem nem a individualidade das observações. Por exemplo, se a tabela indica que 10 pessoas têm olhos castanhos e 5 têm olhos azuis, sabemos que existem 15 observações, mas não sabemos em que posição da série original cada uma aparece — se a primeira observação era castanha ou azul, e assim por diante. Essa informação é irrecuperável a partir da tabela.
A pegadinha da banca está em confundir recuperar os valores originais com conhecer as frequências. A tabela permite saber quantas vezes cada categoria ocorre, mas não a ordem em que os dados foram coletados. Para uma variável qualitativa nominal, isso é suficiente para reconstruir a série original — desde que não nos importemos com a ordem. Se a ordem importa, a tabela não é suficiente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato achar que a tabela de frequências perde a informação individual. Para variáveis qualitativas nominais, a tabela registra exatamente quantas vezes cada categoria aparece, e com isso é possível reconstruir a lista original — a ordem é que se perde, não os valores. 💪
PEGA ESSA DICA!
Para variáveis qualitativas nominais, a tabela de frequências absolutas permite recuperar os valores originais (sem ordem). Para variáveis quantitativas contínuas, agrupadas em classes, isso não é possível — aí a tabela perde os valores individuais. Compare: