Questão de Medicina — Mastologia — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce190095
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TSE
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado – Especialidade: Medicina (Clínica Médica)
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque o Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomenda o rastreamento mamográfico bienal para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, e não a partir dos 40 anos. Essa recomendação está alinhada à diretriz do Ministério da Saúde, que é contrário ao rastreamento em mulheres com menos de 50 anos.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia de saúde pública que visa identificar a doença em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e menos invasivo. No Brasil, a recomendação oficial é baseada em evidências científicas que equilibram os benefícios da detecção precoce com os potenciais danos do rastreamento, como resultados falso-positivos, sobrediagnóstico e sobretratamento. A faixa etária de 50 a 69 anos foi definida como aquela em que os benefícios do rastreamento mamográfico bienal superam os riscos para a população em geral.
A diretriz do INCA, publicada em 2015, estabelece o rastreamento mamográfico a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos. Essa recomendação foi reafirmada em documentos posteriores e é a posição oficial do Ministério da Saúde. A decisão de não ampliar o rastreamento para mulheres mais jovens, como as de 40 a 49 anos, foi tomada após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde (Conitec), que considerou que as evidências não suportam o rastreamento universal nessa faixa etária para mulheres com risco habitual.
É importante destacar que a recomendação de rastreamento pode ser diferente para mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama, como aquelas com histórico familiar significativo ou mutações genéticas conhecidas. Nesses casos, o rastreamento pode ser iniciado mais cedo e com métodos adicionais, como a ressonância magnética. No entanto, para a população geral, a faixa etária recomendada é de 50 a 69 anos.
A banca explora a confusão entre as recomendações de diferentes organizações. Enquanto o INCA e o Ministério da Saúde recomendam o início aos 50 anos, outras entidades internacionais, como o American College of Obstetrics and Gynecology (ACOG), recomendam o início aos 40 anos. O candidato que conhece as diretrizes internacionais pode ser induzido a marcar a alternativa como correta, mas a questão pede especificamente o posicionamento do INCA para o Brasil.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que o rastreamento começa aos 40 anos, seguindo recomendações de sociedades internacionais como o ACOG. No Brasil, o INCA e o Ministério da Saúde recomendam o início aos 50 anos. Lembre-se: a questão pede o posicionamento do INCA, não de entidades estrangeiras.
A afirmativa está incorreta porque o INCA recomenda o rastreamento mamográfico bienal para mulheres de 50 a 69 anos, e não a partir dos 40 anos. A faixa etária de 40 a 49 anos não é alvo de rastreamento populacional no Brasil para mulheres com risco habitual, conforme a diretriz de 2015 e a posição do Ministério da Saúde. A recomendação para essa faixa etária é individualizada, considerando fatores de risco específicos, mas não como política de rastreamento universal.
Gabarito: ERRADO.
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