Acerca dos princípios que regem o controle dos sintomas de pacientes em cuidados paliativos, julgue o item subsecutivo.Pacientes sob cuidados paliativos com dispneia de leve intensidade que não respondam ao tratamento convencional podem ser tratados com codeína pela via oral.
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GabaritoC — Certo
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Cuidados paliativos: manejo farmacológico da dispneia
Gabarito: CERTO. A afirmativa está correta: a codeína, um opioide, é uma das opções farmacológicas com eficácia baseada em evidência para o tratamento sintomático da dispneia em pacientes sob cuidados paliativos, podendo ser administrada pela via oral. O texto de apoio confirma que, na classe dos opioides, "há codeína, morfina e fentanil, em formulação oral ou parenteral" com eficácia comprovada para esse fim.
A dispneia é definida como uma sensação subjetiva de desconforto respiratório, que pode gerar sensação de sufocamento e é um sintoma indicativo de gravidade. Em pacientes sob cuidados paliativos, o objetivo do tratamento é o alívio sintomático, e não necessariamente a cura da doença de base. Quando o tratamento convencional (como broncodilatadores, diuréticos, oxigenoterapia para hipoxêmicos, entre outros) não é suficiente ou não é mais eficaz, entra em cena o manejo paliativo da dispneia, que inclui medidas não farmacológicas (posicionamento, ventilação não invasiva, suporte psicológico) e farmacológicas.
Dentre as opções farmacológicas, os opioides são considerados o tratamento de escolha para a dispneia, pois reduzem a resposta à hipóxia e à hipercapnia, diminuindo a ansiedade e a sensação de dispneia sem induzir hipoxemia. A morfina é o opioide mais usado, mas a codeína também é citada como uma opção eficaz, especialmente em casos de dispneia de leve intensidade. A via oral é uma das vias de administração indicadas para a codeína, sendo uma opção prática e menos invasiva, adequada para pacientes que conseguem deglutir.
É importante destacar que as doses de opioides para alívio da dispneia são, em geral, menores do que as doses analgésicas. Além disso, pacientes idosos ou com disfunção renal estão sob maior risco de intoxicação por opioides e podem necessitar de doses mais baixas. O uso de opioides deve ser titulado de acordo com a sintomatologia, com reavaliação constante, e não existe dose máxima quando o objetivo é o controle dos sintomas.
A banca explora aqui o conhecimento sobre as opções terapêuticas para dispneia em cuidados paliativos, especificamente o papel dos opioides. A afirmativa é verdadeira porque a codeína, por via oral, é uma opção válida para dispneia de leve intensidade refratária ao tratamento convencional, conforme a literatura médica.
Dispneia em cuidados paliativos
1Tratamento convencional
Broncodilatadores
Diuréticos
Oxigenoterapia (se hipoxemia)
2Refratária → opioides
Codeína (leve intensidade)
Via oral
Morfina (mais usado)
Fentanil
3Cuidados na titulação
Doses menores que as analgésicas
Idosos/renais: risco de intoxicação
Sem dose máxima para controle
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Alternativa C — ✅ CERTO ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta. A codeína é um opioide com eficácia comprovada para o tratamento sintomático da dispneia, e a via oral é uma das vias de administração indicadas. O texto de apoio menciona explicitamente que, na classe dos opioides, "há codeína, morfina e fentanil, em formulação oral ou parenteral" com eficácia baseada em evidência para dispneia. Portanto, pacientes com dispneia de leve intensidade que não respondem ao tratamento convencional podem, sim, ser tratados com codeína pela via oral.