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Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaClínica Médica Humana
Código
ce190111
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TSE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado – Especialidade: Medicina (Clínica Médica)
Acerca dos princípios que regem o controle dos sintomas de pacientes em cuidados paliativos, julgue o item subsecutivo.Quadros de dor devem ser, sempre que possível, tratados com opioides, uma vez que analgésicos simples são pouco efetivos quando do surgimento da dor em pacientes sob cuidados paliativos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cuidados paliativos: controle da dor e uso de opioides

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmativa está incorreta porque, embora os opioides sejam fundamentais no controle da dor em cuidados paliativos, os analgésicos simples (como paracetamol e dipirona) não são "pouco efetivos" — eles são eficazes para dor leve e, principalmente, atuam como adjuvantes, potencializando o efeito dos opioides e reduzindo a dose necessária destes. A abordagem correta segue a escada analgésica da OMS, que preconiza o uso escalonado: analgésicos não opioides para dor leve, opioides fracos para dor moderada e opioides fortes para dor intensa, sempre com possibilidade de associação.

O controle da dor em cuidados paliativos é um dos pilares do tratamento, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a famosa escada analgésica como guia. Essa escada tem três degraus: no primeiro, para dor leve, usam-se analgésicos não opioides (paracetamol, dipirona, AINEs); no segundo, para dor moderada, adicionam-se opioides fracos (codeína, tramadol); no terceiro, para dor intensa, utilizam-se opioides fortes (morfina, metadona, fentanil). A lógica é escalonar conforme a intensidade da dor, e não pular diretamente para opioides fortes. Além disso, em qualquer degrau, podem ser associados adjuvantes (antidepressivos, anticonvulsivantes) para potencializar a analgesia.

A afirmativa erra ao afirmar que analgésicos simples são "pouco efetivos quando do surgimento da dor". Na verdade, eles são a primeira linha para dor leve e, mesmo em dores mais intensas, são frequentemente associados aos opioides para obter efeito sinérgico, reduzindo a dose de opioide necessária e, consequentemente, os efeitos colaterais. O material de apoio reforça: "recomenda-se, sempre que possível, a administração concomitante de analgésicos simples como dipirona ou paracetamol. Essas medicações exercerão efeito adjuvante com os opioides e potencializarão o controle da dor." Portanto, não se trata de inefetividade, mas de uso combinado.

Outro ponto importante: a escolha do analgésico deve ser baseada na intensidade da dor, não na simples presença dela. A dor pode ser leve, moderada ou intensa, e o tratamento deve ser ajustado de acordo. Opioides são reservados para dor moderada a intensa, e mesmo assim, muitas vezes em combinação com não opioides. A afirmativa generaliza ao dizer que "quadros de dor devem ser, sempre que possível, tratados com opioides", o que contraria a abordagem escalonada e o princípio de usar a menor intervenção eficaz.

A pegadinha da banca está em inverter a lógica da escada analgésica: ela sugere que opioides são a primeira escolha para qualquer dor, quando na verdade são reservados para dores mais intensas, e que analgésicos simples são inúteis, quando são a base do tratamento e potentes adjuvantes. O candidato que conhece a escada da OMS identifica o erro imediatamente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a escada analgésica da OMS: apresenta os opioides como primeira linha para qualquer dor e os analgésicos simples como ineficazes. Na prática, a dor leve é tratada com não opioides; a moderada, com opioides fracos; e a intensa, com opioides fortes — sempre com possibilidade de associação. Guarde os três degraus e a lógica do escalonamento.

  1. 1Dor leve: não opioides
  2. 2Dor moderada: opioides fracos
  3. 3Dor intensa: opioides fortes
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está errada porque: (1) analgésicos simples (paracetamol, dipirona) são efetivos para dor leve e atuam como adjuvantes em dores mais intensas, potencializando o efeito dos opioides; (2) a escada analgésica da OMS preconiza o uso escalonado, iniciando com não opioides, e não o uso imediato de opioides para qualquer dor; (3) a frase "sempre que possível" sugere que opioides são a regra, quando na verdade são reservados para dor moderada a intensa. O erro central é a desvalorização dos analgésicos simples e a inversão da lógica de escalonamento.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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