Em relação à infectologia, julgue o item a seguir.Em homens sexualmente ativos com menos de 35 anos de idade, a epididimite aguda é causada, com mais frequência, por Chlamydia trachomatis.
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GabaritoC — Certo
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Epididimite aguda em homens jovens: etiologia por clamídia
Gabarito: letra C (CERTO). Em homens sexualmente ativos com menos de 35 anos, a epididimite aguda é causada, com mais frequência, por microrganismos de transmissão sexual — notadamente Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae —, sendo a clamídia um dos principais agentes nessa faixa etária. A afirmativa está correta e reflete o conhecimento clínico consolidado sobre a etiologia da epididimite aguda em pacientes jovens.
A epididimite aguda é uma síndrome inflamatória do epidídimo, geralmente de origem infecciosa, que se manifesta com dor escrotal aguda, edema e hiperemia. A via de infecção mais comum é a disseminação retrógrada de bactérias da uretra ou da bexiga pelos ductos deferentes até o epidídimo. Por isso, a etiologia varia conforme a faixa etária e o contexto epidemiológico: em homens jovens e sexualmente ativos, predominam os patógenos sexualmente transmissíveis; em homens mais velhos, predominam as bactérias coliformes, como Escherichia coli, frequentemente associadas a infecções urinárias ou obstrução do trato urinário inferior.
A Chlamydia trachomatis é uma bactéria gram-negativa intracelular obrigatória, responsável pela infecção bacteriana sexualmente transmissível mais prevalente no mundo. Em homens, a infecção por clamídia pode ser assintomática em grande parte dos casos, mas quando sintomática manifesta-se tipicamente como uretrite, com disúria e corrimento uretral. A infecção ascendente pode evoluir para epididimite, prostatite e outras complicações. O diagnóstico é feito preferencialmente por teste de amplificação de ácido nucleico (NAAT), que é o exame padrão-ouro.
A distinção etiológica por faixa etária é fundamental na prática clínica, pois orienta a escolha do tratamento empírico. Em homens com menos de 35 anos, o tratamento inicial deve cobrir N. gonorrhoeae e C. trachomatis, geralmente com ceftriaxona e doxiciclina. Já em homens mais velhos, o tratamento empírico costuma ser direcionado a coliformes, com fluoroquinolonas. Essa diferença reflete exatamente a epidemiologia dos agentes causadores.
A banca explora aqui um conhecimento clínico específico: a associação entre epididimite aguda e ISTs em homens jovens. O candidato que confunde a etiologia da epididimite com a da prostatite bacteriana aguda — que também pode ser causada por E. coli em homens mais velhos — pode errar a questão. A chave é lembrar que, em jovens sexualmente ativos, os agentes sexualmente transmissíveis são os principais responsáveis pela epididimite aguda.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa se o candidato sabe diferenciar a etiologia da epididimite aguda por faixa etária. Em homens < 35 anos, os agentes são C. trachomatis e N. gonorrhoeae (ISTs); em homens > 35 anos, o agente mais comum é E. coli (coliforme). Não confunda com a prostatite bacteriana aguda, que em jovens também pode ser causada por esses mesmos agentes, mas em homens mais velhos é predominantemente por E. coli.
Item — ✅ CERTO ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta. O texto de apoio confirma que, em homens com menos de 35 anos, os agentes causadores mais comuns de epididimite aguda são os microrganismos associados a infecções sexualmente transmissíveis, a saber, Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. A clamídia é, portanto, uma das causas mais frequentes nesse grupo etário, o que torna a assertiva verdadeira.
A justificativa clínica é a via de infecção: a disseminação retrógrada de bactérias da uretra para o epidídimo, favorecida pela atividade sexual e pela presença de uretrite por clamídia ou gonococo. Em homens mais velhos, a etiologia muda para coliformes, como E. coli, geralmente associada a infecções urinárias ou obstrução prostática.