Em relação à infectologia, julgue o item a seguir.A endocardite infecciosa isolada de valva tricúspide por Staphilococcus aureus com febre persistente requer tratamento cirúrgico pela gravidade iminente.
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GabaritoE — Errado
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Endocardite infecciosa de valva tricúspide por S. aureus
Gabarito: letra E (ERRADO). A endocardite infecciosa isolada de valva tricúspide por Staphylococcus aureus com febre persistente não requer, de imediato, tratamento cirúrgico apenas pela gravidade iminente. A cirurgia está indicada em situações específicas, como insuficiência cardíaca, infecção não controlada, abscessos perivalvulares ou embolizações recorrentes — e não como regra para todo caso de febre persistente. A febre persistente, por si só, é um sinal de alerta para complicações, mas a decisão cirúrgica depende de critérios clínicos e ecocardiográficos bem definidos.
A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção das estruturas valvares cardíacas, nativas ou protéticas, e de dispositivos implantáveis, com alta mortalidade. O Staphylococcus aureus é o agente mais frequente, especialmente em casos agudos e associados a uso de drogas injetáveis — cenário clássico da EI de valva tricúspide. O diagnóstico é feito pelos critérios de Duke modificados, que combinam achados clínicos, microbiológicos (hemoculturas) e de imagem (ecocardiograma).
O tratamento da EI é, em primeiro lugar, clínico, com antibioticoterapia endovenosa prolongada (4 a 6 semanas). A cirurgia é um adjuvante para casos selecionados. As principais indicações cirúrgicas, conforme as diretrizes, incluem:
A febre persistente, embora seja um marcador de possível falha terapêutica ou complicação, não é, por si só, indicação absoluta de cirurgia. O contexto clínico (valva direita vs. esquerda, presença de complicações, resposta ao antibiótico) é que determina a conduta. Na EI de valva tricúspide, especialmente em usuários de drogas injetáveis, o tratamento clínico costuma ser eficaz, e a cirurgia é reservada para casos com complicações específicas, como insuficiência tricúspide grave refratária ou abscessos.
A banca explora a confusão entre "febre persistente" e "indicação cirúrgica iminente". O candidato pode ser levado a pensar que qualquer febre persistente exige cirurgia, mas a abordagem correta é investigar a causa da febre (complicações, resistência, abscesso) e só então decidir pela cirurgia, com base em critérios objetivos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato acreditar que "febre persistente" é sinônimo de "cirurgia iminente". Na verdade, a febre persistente é um sinal de alerta para complicações, mas a indicação cirúrgica depende de critérios específicos (IC, abscesso, embolia, infecção não controlada). Não confunda o sintoma com a indicação cirúrgica.
Item — ❌ ERRADO
A afirmação está errada porque generaliza a indicação cirúrgica. A endocardite de valva tricúspide por S. aureus com febre persistente não requer cirurgia apenas pela "gravidade iminente". A febre persistente é um sinal de alerta, mas a decisão cirúrgica é individualizada, baseada em critérios como insuficiência cardíaca, infecção não controlada, abscessos ou embolizações. O tratamento inicial é clínico, com antibióticos, e a cirurgia é reservada para casos selecionados.