Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — CESPE / CEBRASPE 2024
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
ce190272
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TSE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado – Especialidade: Medicina do Trabalho
Com relação às doenças do sistema cardiovascular e aos procedimentos de ressuscitação, julgue o item que se segue.Apesar de representar um dos maiores fatores de risco para doença arterial coronária, acidente vascular cerebral e insuficiência renal, a hipertensão arterial sistêmica é pouco prevalente, pois atinge menos de um quarto da população mundial.
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Hipertensão arterial sistêmica: prevalência e fatores de risco
Gabarito: ERRADO. A afirmativa está incorreta porque a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é altamente prevalente, acometendo cerca de 30% da população mundial adulta — bem mais do que um quarto — e não "pouco prevalente". O erro está na inversão do dado epidemiológico: a HAS é um dos principais fatores de risco para doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e insuficiência renal, mas sua prevalência é elevada, não baixa.
A hipertensão arterial sistêmica é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, com valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg em adultos, conforme as diretrizes brasileiras e internacionais. Ela é assintomática na maioria dos casos, o que a torna um "assassino silencioso", e sua detecção precoce é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares e renais.
A prevalência global da HAS é estimada em cerca de 30% da população adulta, podendo chegar a mais de 50% em indivíduos acima de 60 anos. No Brasil, estudos apontam que aproximadamente 32% dos adultos são hipertensos, e esse número aumenta com a idade. Portanto, a afirmação de que a HAS atinge "menos de um quarto da população mundial" é flagrantemente incorreta — ela atinge cerca de um terço ou mais.
A HAS é um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares, incluindo doença arterial coronariana (infarto agudo do miocárdio), acidente vascular cerebral (AVC) e doença renal crônica. O controle adequado da pressão arterial reduz significativamente a morbimortalidade cardiovascular. As diretrizes recomendam metas pressóricas individualizadas, geralmente abaixo de 130/80 mmHg para a maioria dos pacientes, e o tratamento envolve mudanças no estilo de vida (dieta hipossódica, atividade física, controle de peso) e, quando necessário, medicamentos anti-hipertensivos.
A banca explora a inversão do dado de prevalência: o candidato pode saber que a HAS é um fator de risco importante, mas pode não lembrar que ela é extremamente prevalente. A pegadinha está em "pouco prevalente" e "menos de um quarto" — ambos os termos são falsos. A HAS é uma das doenças crônicas mais comuns do mundo, afetando bilhões de pessoas.
Item — ❌ ERRADO
A afirmativa está errada porque contém dois erros factuais: (1) a HAS é altamente prevalente, não "pouco prevalente"; (2) atinge mais de um quarto da população mundial, não menos. A prevalência global de HAS em adultos é de cerca de 30%, o que representa mais de 1 bilhão de pessoas. Portanto, a frase "é pouco prevalente, pois atinge menos de um quarto da população mundial" é duplamente incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões sobre prevalência de doenças crônicas, lembre-se dos números-chave: HAS ~30% dos adultos; diabetes ~10%; obesidade ~15-20%. A banca adora inverter esses dados — desconfie sempre de "pouco prevalente" ou "menos de X%" quando se trata de doenças tão comuns.