APara se candidatar à profilaxia pré-exposição (PrEP), a pessoa deverá realizar o teste rápido (TR1) e, se o resultado da amostra for reagente, de acordo com o fluxograma do manual técnico para o diagnóstico da infecção pelo HIV elaborado pelo Ministério da Saúde, a amostra será considerada como “reagente para HIV” e, nesse caso, a PrEP deverá ser iniciada.
BUma pessoa que tenha sido indicada a profilaxia pós-exposição (PEP) por ter sido exposta ao risco de contaminação por HIV nas últimas 72 horas deve entrar em PEP imediatamente e iniciar a profilaxia pré-exposição (PrEP) diária logo após a conclusão do curso de 28 dias da PEP, a fim de evitar uma lacuna desnecessária entre a PEP e a PrEP.
CNa estrutura do vírus HIV (100 nm), o envelope é constituído pela membrana proveniente da célula do hospedeiro onde está acoplada a proteína de superfície (gp 41) e a de transmembrana (gp 120).
DOs inibidores da transcriptase reversa atuam na fase final do ciclo viral, impedindo a formação do DNA a partir do RNA, enquanto os inibidores da protease atuam no início do ciclo, impedindo a maturação da partícula viral.
ENão ocorre infecção dupla pelo HIV devido à competição por material genético do hospedeiro pelo vírus.
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GabaritoB — Uma pessoa que tenha sido indicada a profilaxia pós-exposição (PEP) por ter sido exposta ao risco de contaminação por HIV nas últimas 72 horas deve entrar em PEP imediatamente e iniciar a profilaxia pré-exposição (PrEP) diária logo após a conclusão do curso de 28 dias da PEP, a fim de evitar uma lacuna desnecessária entre a PEP e a PrEP.
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HIV/AIDS: PrEP, PEP e estrutura viral
Gabarito: letra B. A alternativa correta descreve com precisão a transição entre PEP e PrEP: quem foi indicado à PEP por exposição nas últimas 72 horas deve iniciá-la imediatamente e, após concluir os 28 dias do esquema, pode iniciar a PrEP diária, evitando lacuna desnecessária entre as duas profilaxias — conduta alinhada ao Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre o fluxograma diagnóstico, a estrutura do envelope viral, o mecanismo de ação das classes de antirretrovirais e a possibilidade de infecção dupla pelo HIV.
A profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP) são duas estratégias complementares de prevenção ao HIV. A PEP é uma medida de urgência, indicada após uma exposição de risco, e deve ser iniciada o mais precocemente possível, até 72 horas após a exposição. O esquema preferencial dura 28 dias e combina três antirretrovirais: tenofovir/lamivudina (TDF/3TC) associado ao dolutegravir (DTG). Já a PrEP é uma estratégia de prevenção contínua, indicada para pessoas com risco aumentado de adquirir o HIV, e deve ser usada de modo contínuo, com adesão adequada para garantir eficácia.
A transição entre PEP e PrEP é um ponto crítico do manejo. O PCDT orienta que pessoas que buscam a PrEP e relatam exposição de risco nas últimas 72 horas sejam avaliadas para início imediato da PEP. Após a conclusão dos 28 dias da PEP, a PrEP pode ser iniciada, evitando uma lacuna desnecessária entre as duas profilaxias. Nessa transição, deve-se realizar um teste rápido ou sorologia para HIV, além dos demais exames laboratoriais indicados no início da PrEP, caso ainda não tenham sido realizados durante o ciclo da PEP. Essa conduta garante a continuidade da proteção sem interrupção.
A alternativa B espelha exatamente essa recomendação: a pessoa indicada à PEP por exposição nas últimas 72 horas deve entrar em PEP imediatamente e iniciar a PrEP diária logo após a conclusão do curso de 28 dias, evitando lacuna desnecessária. É a conduta correta e alinhada ao protocolo vigente.
As demais alternativas apresentam erros conceituais que merecem análise detalhada. A alternativa A confunde o fluxograma diagnóstico: um resultado reagente no primeiro teste rápido (TR1) não é suficiente para considerar a amostra como "reagente para HIV" e iniciar a PrEP — na verdade, se a infecção for confirmada, a PrEP não está mais indicada, devendo-se iniciar a TARV. A alternativa C inverte as glicoproteínas do envelope viral: a gp120 é a proteína de superfície e a gp41 é a proteína de transmembrana. A alternativa D inverte os mecanismos de ação: os inibidores da transcriptase reversa atuam no início do ciclo viral, impedindo a formação do DNA a partir do RNA, enquanto os inibidores da protease atuam na fase final, impedindo a maturação da partícula viral. A alternativa E é falsa, pois a infecção dupla pelo HIV pode ocorrer, inclusive com cepas diferentes do vírus.
Guarde a fronteira entre os mecanismos de ação das classes de antirretrovirais e a estrutura do envelope viral: são exatamente esses os pontos que as alternativas C e D distorcem.
Característica
PEP (Profilaxia Pós-Exposição)
PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)
Indicação
Exposição de risco recente (até 72h)
Risco aumentado contínuo de adquirir HIV
Início
Imediato, até 72h após exposição
Uso contínuo, antes da exposição
Duração
28 dias
Contínua (uso diário)
Transição
Após 28 dias, pode iniciar PrEP
Evita lacuna entre PEP e PrEP
HIV/AIDS
1Profilaxias
PEP (até 72h)
Início imediato
28 dias de esquema
PrEP (contínua)
Após PEP, sem lacuna
Teste antes de iniciar
2Estrutura viral
gp120 (superfície)
gp41 (transmembrana)
3Antirretrovirais
Transcriptase reversa (início)
Protease (fase final)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está na conclusão do fluxograma. Um resultado reagente no primeiro teste rápido (TR1) não torna a amostra "reagente para HIV" de imediato — o fluxograma do Ministério da Saúde exige a realização de um segundo teste (TR2) para confirmação. Além disso, se a infecção pelo HIV for confirmada, a PrEP não está mais indicada; nesse caso, deve-se iniciar a TARV. A alternativa inverte a lógica: em vez de iniciar a PrEP com resultado reagente, o correto é investigar a infecção e, se confirmada, tratar.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve corretamente a transição entre PEP e PrEP. Quem foi indicado à PEP por exposição nas últimas 72 horas deve iniciá-la imediatamente. Após a conclusão dos 28 dias do esquema, a PrEP diária pode ser iniciada, evitando lacuna desnecessária entre as duas profilaxias. Essa conduta está alinhada ao PCDT, que orienta a avaliação para início imediato da PEP em quem busca a PrEP e relata exposição recente, e a transição para a PrEP após o término da PEP.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa inverte as glicoproteínas do envelope viral. No HIV, a gp120 é a proteína de superfície, responsável pela ligação ao receptor CD4 e ao co-receptor, enquanto a gp41 é a proteína de transmembrana, responsável pela fusão do envelope viral com a membrana da célula hospedeira. A alternativa troca as duas, afirmando que a gp41 é a de superfície e a gp120 é a de transmembrana.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa inverte os mecanismos de ação das classes de antirretrovirais. Os inibidores da transcriptase reversa atuam no início do ciclo viral, impedindo a formação do DNA a partir do RNA viral. Já os inibidores da protease atuam na fase final do ciclo, impedindo a maturação da partícula viral. A alternativa afirma exatamente o contrário.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A afirmação é falsa. A infecção dupla pelo HIV pode ocorrer, inclusive com cepas diferentes do vírus. A superinfecção é um fenômeno documentado, embora raro, e não há competição por material genético do hospedeiro que impeça a infecção por uma segunda cepa.