Acerca de tireoidite, distúrbios das glândulas suprarrenais e distúrbios das glândulas paratireoides, assinale a opção correta.
AA causa mais comum clinicamente aparente da tireoidite crônica é a tireoidite de Riedel.
BPacientes com excesso de cortisol independente de ACTH são, em sua maioria, portadores de microadenoma hipofisário.
CNo hiperparatireoidismo primário, ocorre hipocalcemia e, em seguida, hiperfosfatemia.
DPacientes com síndrome de Cushing podem correr risco agudo de trombose venosa profunda, com embolia pulmonar subsequente, devido a um estado de hipercoagulabilidade associado à síndrome.
EA cirurgia para o hiperparatireoidismo mostra-se, quase sempre, ineficaz e incapaz de reverter os efeitos deletérios do excesso prolongado de PTH sobre a densidade óssea
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GabaritoD — Pacientes com síndrome de Cushing podem correr risco agudo de trombose venosa profunda, com embolia pulmonar subsequente, devido a um estado de hipercoagulabilidade associado à síndrome.
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Tireoidites, síndrome de Cushing e hiperparatireoidismo primário
Gabarito: letra D. A alternativa correta é a que associa a síndrome de Cushing a um estado de hipercoagulabilidade, com risco aumentado de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). As demais alternativas apresentam erros conceituais: a tireoidite de Riedel é uma forma rara, não a causa mais comum de tireoidite crônica; o excesso de cortisol independente de ACTH não é causado por microadenoma hipofisário; no hiperparatireoidismo primário ocorre hipercalcemia e hipofosfatemia; e a cirurgia é o tratamento eficaz do hiperparatireoidismo primário, revertendo os efeitos do excesso de PTH.
A questão aborda três grandes temas da endocrinologia: tireoidites, síndrome de Cushing e hiperparatireoidismo primário. Vamos analisar cada um para entender os erros e acertos.
Tireoidites: A tireoidite crônica mais comum é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune caracterizada por infiltração linfocítica da glândula, levando a hipotireoidismo e bócio. A tireoidite de Riedel, por outro lado, é uma forma rara, caracterizada por fibrose da tireoide, resultando em massa de consistência pétrea. A alternativa A inverte essa relação, afirmando que a tireoidite de Riedel é a causa mais comum de tireoidite crônica clinicamente aparente, o que é incorreto.
Síndrome de Cushing: É um conjunto de sinais e sintomas resultantes da exposição prolongada a níveis elevados de cortisol. Pode ser classificada em dependente de ACTH (doença de Cushing, causada por adenoma hipofisário secretor de ACTH, ou secreção ectópica de ACTH) e independente de ACTH (causada por adenoma adrenal, carcinoma adrenal ou hiperplasia adrenal). A alternativa B afirma que pacientes com excesso de cortisol independente de ACTH são, em sua maioria, portadores de microadenoma hipofisário, o que é um erro: microadenoma hipofisário causa doença de Cushing, que é dependente de ACTH. A alternativa D, correta, destaca que a síndrome de Cushing está associada a um estado de hipercoagulabilidade, aumentando o risco de TVP e EP.
Hiperparatireoidismo primário: É caracterizado por hipercalcemia e hipofosfatemia, devido ao excesso de PTH. A alternativa C inverte esses achados, afirmando que ocorre hipocalcemia e hiperfosfatemia. A alternativa E afirma que a cirurgia é ineficaz, o que é incorreto: a paratireoidectomia é o tratamento definitivo e eficaz, revertendo os efeitos do excesso de PTH sobre a densidade óssea.
A pegadinha da questão está em inverter conceitos e associações clássicas da endocrinologia. A banca explora o conhecimento de que a tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de tireoidite crônica, que a doença de Cushing é dependente de ACTH, que o hiperparatireoidismo primário causa hipercalcemia e que a cirurgia é eficaz. A alternativa D, por sua vez, traz uma associação menos conhecida, mas correta, entre a síndrome de Cushing e o risco de eventos tromboembólicos.
Doença
Achado Clássico
Tratamento Eficaz
Tireoidite crônica
Causa mais comum: Hashimoto (autoimune)
—
Síndrome de Cushing
Hipercoagulabilidade → risco de TVP/EP
—
Hiperparatireoidismo primário
Hipercalcemia e hipofosfatemia
Paratireoidectomia (reverte efeitos do PTH)
Tireoidites
1Hashimoto (mais comum)
autoimune
hipotireoidismo
2Riedel (rara)
fibrose da tireoide
3Síndrome de Cushing
Dependente de ACTH
microadenoma hipofisário
secreção ectópica
Independente de ACTH
adenoma adrenal
carcinoma adrenal
Hipercoagulabilidade
risco de TVP e EP
4Hiperparatireoidismo primário
Hipercalcemia
Hipofosfatemia
Cirurgia eficaz
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a tireoidite de Riedel é a causa mais comum de tireoidite crônica clinicamente aparente. Isso é incorreto. A causa mais comum de tireoidite crônica é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune. A tireoidite de Riedel é uma forma rara, caracterizada por fibrose da tireoide, e não a causa mais comum.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que pacientes com excesso de cortisol independente de ACTH são, em sua maioria, portadores de microadenoma hipofisário. Isso é incorreto. O microadenoma hipofisário secretor de ACTH causa a doença de Cushing, que é uma forma de síndrome de Cushing dependente de ACTH. O excesso de cortisol independente de ACTH é causado por alterações adrenais, como adenoma ou carcinoma adrenal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que no hiperparatireoidismo primário ocorre hipocalcemia e, em seguida, hiperfosfatemia. Isso é incorreto. O hiperparatireoidismo primário é caracterizado por hipercalcemia e hipofosfatemia, devido ao excesso de PTH, que aumenta a reabsorção óssea e a reabsorção renal de cálcio, e diminui a reabsorção renal de fosfato.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que pacientes com síndrome de Cushing podem correr risco agudo de trombose venosa profunda, com embolia pulmonar subsequente, devido a um estado de hipercoagulabilidade associado à síndrome. Isso está correto. A síndrome de Cushing está associada a um estado de hipercoagulabilidade, aumentando o risco de eventos tromboembólicos, como TVP e EP.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a cirurgia para o hiperparatireoidismo mostra-se, quase sempre, ineficaz e incapaz de reverter os efeitos deletérios do excesso prolongado de PTH sobre a densidade óssea. Isso é incorreto. A paratireoidectomia é o tratamento definitivo e eficaz do hiperparatireoidismo primário, revertendo os efeitos do excesso de PTH sobre a densidade óssea.