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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
ce190837
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TST
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina Clínica Médica
Com relação a urticária e angioedema, rinite alérgica e cefaleias, assinale a opção correta.
  1. AO desenvolvimento de angioedema em pacientes hipertensos usuários de inibidores da enzima de conversão da angiotensina é mais frequente em pessoas brancas que em negras.
  2. BNa maioria dos casos, os pacientes com história de cefaleia de forte intensidade e de início recente devem ser submetidos ao exame de tomografia computadorizada ou ressonância magnética de cérebro, como procedimentos de rastreamento inicial.
  3. COs anti-histamínicos orais H1 de ação prolongada são eficazes no tratamento da congestão nasal decorrente de rinite alérgica, porém apresentam menor eficácia no tratamento do prurido nasofaríngeo, dos espirros e da rinorreia aquosa.
  4. DA imunoterapia é recomendada para o tratamento de pacientes com rinite alérgica que apresentem sintomas moderados a graves e sejam hiporresponsivos aos demais tratamentos.
  5. EA migrânea e outros tipos de cefaleia classificadas como primárias, no atendimento de urgência, são consideradas cefaleias vasculares.
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GabaritoB — Na maioria dos casos, os pacientes com história de cefaleia de forte intensidade e de início recente devem ser submetidos ao exame de tomografia computadorizada ou ressonância magnética de cérebro, como procedimentos de rastreamento inicial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Urticária, angioedema, rinite alérgica e cefaleias: abordagem diagnóstica e terapêutica

Gabarito: letra B. A afirmativa está correta porque, na avaliação de cefaleia de forte intensidade e início recente, a realização de neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) é recomendada como rastreamento inicial para excluir causas secundárias, conforme diretrizes de prática clínica. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou de indicação terapêutica.

A questão aborda quatro temas distintos da prática clínica: urticária e angioedema, rinite alérgica e cefaleias. Para resolvê-la, é essencial dominar as particularidades de cada um, especialmente as indicações de exames complementares, o mecanismo de ação dos fármacos e os critérios de elegibilidade para tratamentos específicos. Vamos analisar cada alternativa em detalhe, identificando o erro específico de cada uma e a fundamentação correta.

Critério

A (IECA)

B (Cefaleia)

C (Anti-Histamínico)

D (Imunoterapia)

E (Cefaleia vascular)

Afirmação

Angioedema mais comum em brancos

Neuroimagem no rastreio inicial

Eficaz na congestão, menos no prurido

Indicada para hiporresponsivos

Cefaleias primárias = vasculares

Correção

❌ Inverte (mais comum em negros)

✅ Correta

❌ Inverte (eficaz no prurido, menos na congestão)

❌ Termo errado (refratários)

❌ Termo obsoleto

Fundamento

Diferença genética no metabolismo da bradicinina

Excluir causas secundárias (HSA, tumor, trombose)

Eficácia: prurido/espirros/rinorreia (+++), obstrução (+)

Imunoterapia p/ refratários à farmacoterapia

ICHD-3: primárias × secundárias

Alternativa A — ❌ Incorreta

A afirmação está incorreta porque inverte a realidade epidemiológica: o angioedema por inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) é mais frequente em pessoas negras do que em brancas. Estudos mostram que a população negra tem maior risco de desenvolver angioedema associado ao uso de IECA, possivelmente por diferenças genéticas no metabolismo da bradicinina. A banca troca o grupo de maior risco, transformando uma informação correta em uma armadilha clássica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta. Na avaliação de cefaleia de forte intensidade e início recente, a realização de neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) é recomendada como rastreamento inicial para excluir causas secundárias, conforme diretrizes de prática clínica. A expressão "na maioria dos casos" é adequada, pois, embora a maioria das cefaleias seja primária, a presença de sinais de alarme (início recente, intensidade forte) justifica a investigação por imagem para afastar causas secundárias como hemorragia subaracnóidea, tumores ou trombose venosa cerebral.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta porque inverte o perfil de eficácia dos anti-histamínicos H1. Conforme a tabela de efeitos dos medicamentos no tratamento das rinites, os anti-histamínicos orais são bastante efetivos (+++) no controle do prurido, espirros e rinorreia aquosa, mas apresentam eficácia limitada (+) na obstrução nasal. A alternativa afirma exatamente o oposto: que são eficazes na congestão nasal e menos eficazes no prurido, espirros e rinorreia. A banca troca os sintomas em que a classe é eficaz, criando uma pegadinha clássica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta porque o termo correto é "hiporresponsivos" e não "hiporresponsivos". A imunoterapia é recomendada para pacientes com rinite alérgica que apresentem sintomas moderados a graves e sejam refratários (hiporresponsivos) aos demais tratamentos. A alternativa troca o termo técnico, mas mantém o sentido correto, o que a torna incorreta apenas pela imprecisão terminológica. Na prática, a imunoterapia é indicada para pacientes com sintomas persistentes que não respondem adequadamente à farmacoterapia, conforme as diretrizes de rinite alérgica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta porque o termo "cefaleias vasculares" é obsoleto e não é utilizado na classificação atual. A migrânea e outras cefaleias primárias são classificadas como cefaleias primárias, e não como vasculares. A classificação internacional de cefaleias (ICHD-3) divide as cefaleias em primárias (migrânea, tensional, em salvas) e secundárias (causadas por outras condições). O termo "vascular" era usado em classificações antigas e não reflete a fisiopatologia atual, que envolve mecanismos neurovasculares complexos.

Gabarito: letra B

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