Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Oncologia — CESPE / CEBRASPE 2024

MedicinaOncologia
Código
ce190851
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TST
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina Clínica Médica
Pessoa do sexo feminino, de 62 anos de idade, assintomática, tabagista de 30 anos-maço e sem comorbidades, procurou atendimento médico preocupada com a possibilidade de desenvolver câncer de pulmão. Os resultados dos exames físicos e laboratoriais foram normais.Nesse caso clínico hipotético, para a detecção precoce da referida patologia, o exame mais recomendado é
  1. Aprova de função pulmonar com medida da difusão do monóxido de carbono.
  2. Btomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação.
  3. Cradiografia de tórax.
  4. Dcintilografia de ventilação e perfusão.
  5. Eressonância magnética com gadolínio.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do câncer de pulmão em pacientes de alto risco

Gabarito: letra B. Para a detecção precoce do câncer de pulmão em paciente tabagista de 30 anos-maço, o exame mais recomendado é a tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação, conforme as diretrizes da USPSTF (United States Preventive Services Task Force). Essa recomendação se baseia em ensaio clínico que demonstrou redução de 20% na mortalidade específica por câncer de pulmão em fumantes inveterados submetidos a esse rastreamento.

O rastreamento do câncer de pulmão é uma estratégia de detecção precoce direcionada a um grupo específico de alto risco, e não à população geral. O objetivo é identificar a doença em estágios iniciais, quando ainda é potencialmente curável. A paciente do caso — mulher de 62 anos, tabagista com carga de 30 anos-maço — se encaixa exatamente no perfil para o qual o rastreamento é recomendado.

A recomendação da USPSTF, que é a principal referência mundial sobre o tema, define critérios claros: idade entre 55 e 80 anos, fumante atual ou ex-fumante que abandonou o tabagismo há menos de 15 anos, e histórico de tabagismo de pelo menos 30 anos-maço (equivalente a 1 maço por dia durante 30 anos). O exame indicado é a tomografia computadorizada de tórax sem contraste e com baixa dose de radiação, realizada anualmente.

A escolha da TC de baixa dose se justifica por sua alta sensibilidade para detectar nódulos pulmonares pequenos, muito superiores à radiografia de tórax, que não é recomendada para rastreamento por não reduzir a mortalidade. A baixa dose de radiação é um compromisso entre a necessidade de imagem de qualidade e a minimização da exposição cumulativa em exames anuais repetidos.

A alternativa B é a única que corresponde exatamente ao exame preconizado pelas diretrizes internacionais para o rastreamento do câncer de pulmão em pacientes de alto risco. As demais alternativas representam exames que podem ser úteis em outros contextos clínicos, mas não são recomendados para rastreamento populacional do câncer de pulmão.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre exames diagnósticos e exames de rastreamento. A radiografia de tórax (alternativa C) parece uma opção atraente por ser simples e barata, mas não é recomendada para rastreamento por não reduzir a mortalidade. A prova de função pulmonar (alternativa A) avalia a função respiratória, não a presença de nódulos. A cintilografia (alternativa D) e a ressonância (alternativa E) são exames para situações específicas, não para rastreamento.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A prova de função pulmonar com medida da difusão do monóxido de carbono avalia a função respiratória, sendo útil no diagnóstico e acompanhamento de doenças como DPOC e doenças intersticiais. Não é um exame de imagem e não tem capacidade de detectar nódulos pulmonares ou câncer em estágio inicial. A difusão do monóxido de carbono (DLCO) mede a capacidade de transferência de gases através da membrana alvéolo-capilar, mas não identifica lesões tumorais.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação é o exame recomendado pela USPSTF para rastreamento do câncer de pulmão em pacientes de alto risco, como a paciente do caso (62 anos, tabagista de 30 anos-maço). A recomendação é realizar o exame anualmente, sem contraste, e se baseia em ensaio clínico que mostrou redução de 20% na mortalidade específica por câncer de pulmão. A TC de baixa dose permite detectar nódulos pulmonares pequenos, possibilitando o diagnóstico precoce e o tratamento curativo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A radiografia de tórax não é recomendada para rastreamento do câncer de pulmão. Estudos demonstraram que o rastreamento com radiografia não reduz a mortalidade por câncer de pulmão, pois tem baixa sensibilidade para detectar nódulos pequenos em estágios iniciais. A radiografia pode ser útil na avaliação inicial de sintomas respiratórios, mas não é o exame indicado para detecção precoce em pacientes assintomáticos de alto risco.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A cintilografia de ventilação e perfusão (V/Q scan) é um exame de medicina nuclear utilizado principalmente para diagnosticar tromboembolismo pulmonar (TEP). Avalia a ventilação e a perfusão pulmonar, não sendo capaz de detectar nódulos ou massas tumorais. Não tem papel no rastreamento do câncer de pulmão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ressonância magnética com gadolínio não é utilizada para rastreamento do câncer de pulmão. A RM tem baixa sensibilidade para detectar nódulos pulmonares pequenos devido aos artefatos de movimento respiratório e cardíaco, além de ser um exame mais caro e demorado. A RM pode ser útil na avaliação de invasão tumoral de estruturas adjacentes (como mediastino e parede torácica) em casos selecionados, mas não é indicada para rastreamento.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/ce190851