Gigantes das tecnologias digitais, como Apple, Google e
Meta, além de bancos, seguradoras, agências de turismo e outras
organizações, estão decididas a levar de volta sua força de
trabalho para os ambientes convencionais de trabalho presencial.
Há muitos sinais de reocupação dos escritórios e limitação do
trabalho remoto a apenas um dia da semana no chamado sistema
híbrido.
Vários fatores explicam essa reversão. Em primeiro lugar,
estão sendo reconsiderados os ganhos de produtividade do
trabalho remoto encontrados nas primeiras avaliações. Com base
em uma metodologia mais robusta, estudos recentes estão
revelando que aqueles ganhos eram ilusórios. Quando se analisa
com cuidado a relação entre a produção por hora trabalhada
remotamente e a qualidade do trabalho realizado, os resultados
decepcionam.
Em segundo lugar, está ficando cada vez mais claro que o
trabalho remoto, realizado de forma isolada e sem interação
social, empobrece o capital humano das empresas pela falta do
feedback imediato e repetido que ocorre nas relações presenciais.
Depreciar o seu capital humano é o último desejo das empresas,
que, em vista das transformações tecnológicas, precisam de
pessoas que pensem bem e rápido para propor inovações no
trabalho e que se ajustem rapidamente aos desafios crescentes
dos negócios modernos.
Em terceiro lugar, pesquisas recentes têm mostrado que a
falta do contato face a face de forma continuada é um sério
inibidor da criatividade. As teleconferências por meio de
plataformas virtuais não geram as boas ideias que, normalmente,
emergem nas reuniões presenciais, em que todos se observam
mutuamente e aproveitam o ambiente de interação social para
somar, corrigir e inovar.
Finalmente, os pesquisadores descobriram o óbvio, ou
seja, que os seres humanos não vivem só de produtividade, mas
valorizam momentos felizes e agradáveis, que raramente ocorrem
na solidão do trabalho remoto ou nos contatos fortuitos das
reuniões virtuais.
José Pastore. A reversão do trabalho remoto.
Internet: <correiobraziliense.com.br> (com adaptações).
Assinale a opção em que o segmento extraído do texto CB1A1-I corresponde a uma oração de função adjetiva com sentido explicativo.
A“a levar de volta sua força de trabalho para os ambientes convencionais de trabalho presencial” (primeiro período do primeiro parágrafo)
B“em que todos se observam mutuamente” (último período do quarto parágrafo)
C“que o trabalho remoto (...) empobrece o capital humano das empresas” (primeiro período do terceiro parágrafo)
D“para propor inovações no trabalho” (último período do terceiro parágrafo)
E“que a falta do contato face a face de forma continuada é um sério inibidor da criatividade” (primeiro período do quarto parágrafo)
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GabaritoB — “em que todos se observam mutuamente” (último período do quarto parágrafo)
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise de oração adjetiva explicativa
Gabarito: Letra B. O segmento "em que todos se observam mutuamente" é uma oração subordinada adjetiva explicativa, pois vem precedida de vírgula e acrescenta uma informação acessória sobre "reuniões presenciais". As demais alternativas ou são orações substantivas ou locuções prepositivas, sem função adjetiva.
Identificação no texto:
No quarto parágrafo, lemos:
"emergem nas reuniões presenciais, em que todos se observam mutuamente e aproveitam o ambiente de interação social..."
A presença da vírgula antes do pronome relativo "em que" caracteriza a oração como explicativa (não restritiva), funcionando como adjunto adnominal do substantivo "reuniões".
Oração adjetiva explicativa
1Características
Pronome relativo (que, em que, o qual)
Vírgula antes do relativo
Informação acessória (não restringe)
2Função sintática
Adjunto adnominal do antecedente
3Exemplo (gabarito)
"em que todos se observam mutuamente"
Antecedente: "reuniões presenciais"
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Análise das alternativas:
Alternativa A — ❌ Incorreta
"A levar de volta sua força de trabalho para os ambientes convencionais de trabalho presencial" é uma locução prepositiva (preposição "a" + verbo no infinitivo) com valor de finalidade, não uma oração adjetiva. Não há pronome relativo.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como demonstrado, trata-se de oração adjetiva explicativa introduzida pelo pronome relativo "em que" (equivalente a "nas quais"), com sentido explicativo, separada por vírgula.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"que o trabalho remoto (...) empobrece o capital humano das empresas" é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, funcionando como objeto do verbo "está ficando claro" (complemento). Não exerce função adjetiva.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"para propor inovações no trabalho" é uma locução prepositiva de finalidade (preposição "para" + infinitivo), sem pronome relativo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"que a falta do contato face a face (...) é um sério inibidor da criatividade" é oração subordinada substantiva objetiva direta, complemento de "têm mostrado". Não é adjetiva.
Conclusão: A única alternativa que apresenta uma oração com função adjetiva e sentido explicativo é a B.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.