Reescrita de “No fundo, a natureza somos nós.”
Gabarito: letra E. A única reescrita que mantém a correção gramatical e o sentido original é aquela que substitui a expressão adverbial "no fundo" por um equivalente de mesma função conclusiva/realçadora — no caso, "na verdade". O trecho original significa, essencialmente, "nós, na realidade, somos a natureza". A alternativa E preserva essa ideia.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Somos, além do mais, a natureza.
Erro: troca "no fundo" por "além do mais" (que acrescenta uma ideia de adição), alterando o sentido conclusivo. O texto não diz que somos a natureza além de outra coisa, mas sim como uma constatação final.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Somos a natureza profunda.
Erro: transforma o advérbio "no fundo" no adjetivo "profunda", que qualifica "natureza". O sentido original é "somos a natureza" (identidade), não "somos a natureza que é profunda". Há alteração semântica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Profundamente, somos nós a natureza.
Erro: "profundamente" é advérbio de modo, não expressa a ideia de conclusão/realce como "no fundo". Além disso, a colocação pronominal "somos nós" (sujeito explícito) é gramatical, mas o sentido de "no fundo" se perde.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Por acaso, somos a natureza.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Nós, na verdade, somos a natureza.
A expressão "na verdade" é sinônima de "no fundo" nesse contexto de conclusão/realce. A estrutura "Nós, na verdade, somos a natureza" preserva a correção gramatical (sujeito explícito e pontuação adequada) e o sentido de que, em última análise, o homem é parte da natureza.
Trecho original: "No fundo, a natureza somos nós." Reescrita correta: "Nós, na verdade, somos a natureza."
Conclusão: Apenas a alternativa E mantém o sentido original de afirmação conclusiva, sem introduzir ideias estranhas ou quebrar a gramática.