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Questão de Português — Crase — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsCrase
Código
ce191951
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-TO
Ano
2024
Nível
Superior

        Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para os estudos, o curso de direito, a assim chamada “ciência do direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos.


        Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos de seguir as normas, os outros também têm de obedecer a elas e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. 


        Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras. Apesar dessa popularização, ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito. Ao mesmo tempo, os mecanismos da justiça são cada vez mais acionados, até para resolver quem fica com o cachorro depois da separação, ou se o condomínio pode impedir seus moradores de ter animais. A sobrecarga dos tribunais, e sua lentidão, é parcialmente consequência desse excesso de litigiosidade e da incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência em sociedade.


Eduardo Muylaert. Direito no cotidiano: guia de sobrevivência na selva das leis. São Paulo: Editora Contexto, 2020, p. 11-13 (com adaptações). 



Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.No segundo período do terceiro parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase no trecho “ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito” é obrigatório.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase obrigatória antes de palavra feminina

✅ CERTO. A crase em "às coisas do direito" é obrigatória porque ocorre a fusão da preposição "a" (exigida pelo nome "acesso") com o artigo definido feminino plural "as" (que precede o substantivo "coisas"). A regra é clara: sempre que houver um termo feminino que admite artigo e a regência do termo anterior exigir a preposição "a", a crase é obrigatória.

"ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito"

No trecho, "acesso" rege a preposição "a" (quem tem acesso, tem acesso a algo). "Coisas" é um substantivo feminino plural determinado pelo artigo "as". Logo, a contração a + as = às é imposição gramatical, e não facultativa.

Por que a crase não poderia ser omitida? Se suprimíssemos o artigo, a frase ficaria "acesso a coisas do direito" — isso alteraria o sentido, pois "coisas" passaria a ser um termo genérico (sem artigo), o que não é o caso, já que o texto se refere a "as coisas do direito" como um conjunto conhecido. A presença do artigo é inequívoca.

Conclusão: o item está correto. Gabarito: C.

PEGA ESSA DICA!

Quando eu vir 'da' tem crase no 'a', mas se eu vier 'de', crase para que?

Verso mnemônico associado à regra do CEP (cidades/estados/países): volta com 'da' → crase; volta com 'de' → sem crase.

— Crase — nomes de lugares

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