Questão de Português — Crase — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce191951
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- MPE-TO
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A crase em "às coisas do direito" é obrigatória porque ocorre a fusão da preposição "a" (exigida pelo nome "acesso") com o artigo definido feminino plural "as" (que precede o substantivo "coisas"). A regra é clara: sempre que houver um termo feminino que admite artigo e a regência do termo anterior exigir a preposição "a", a crase é obrigatória.
"ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito"
No trecho, "acesso" rege a preposição "a" (quem tem acesso, tem acesso a algo). "Coisas" é um substantivo feminino plural determinado pelo artigo "as". Logo, a contração a + as = às é imposição gramatical, e não facultativa.
Por que a crase não poderia ser omitida? Se suprimíssemos o artigo, a frase ficaria "acesso a coisas do direito" — isso alteraria o sentido, pois "coisas" passaria a ser um termo genérico (sem artigo), o que não é o caso, já que o texto se refere a "as coisas do direito" como um conjunto conhecido. A presença do artigo é inequívoca.
Conclusão: o item está correto. Gabarito: C.
Quando eu vir 'da' tem crase no 'a', mas se eu vier 'de', crase para que?
Verso mnemônico associado à regra do CEP (cidades/estados/países): volta com 'da' → crase; volta com 'de' → sem crase.
— Crase — nomes de lugares
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