Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce192059
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- Petrobras
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta é gramaticalmente incorreta, pois o pronome relativo “cujo” não pode substituir “que” sem alterar a estrutura sintática da oração.
No primeiro período do texto, lê-se:
“uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo”
O pronome “que” exerce a função de sujeito do verbo “detinha”. Já “cujo” é um pronome possessivo relativo que sempre introduz uma ideia de posse e exige que o termo possuído venha imediatamente após, e o possuidor seja o antecedente. Na reescrita “cujo monopólio tinha”, o verbo “tinha” fica sem sujeito claro — a oração fica incompleta. O correto seria algo como “cujo monopólio a empresa tinha” para que “tinha” tenha sujeito.
A estrutura original “que detinha o monopólio” é uma oração subordinada adjetiva com “que” como sujeito. A tentativa de substituir por “cujo monopólio tinha” quebra a correção gramatical porque:
“cujo” exige que o verbo da oração subordinada tenha um sujeito explícito;
“tinha” é transitivo direto e precisa de um sujeito agente (quem tinha o monopólio), que está omitido de forma inadequada.
Portanto, a reescrita não mantém a correção gramatical e o item deve ser julgado como errado.
A banca explora a falsa impressão de que “cujo” pode substituir “que” sem ajustes. Na verdade, “cujo” impõe uma estrutura possessiva e exige que o verbo seguinte tenha sujeito próprio (já que “cujo” não atua como sujeito).
Para usar “cujo”, lembre-se: ele concorda com o termo possuído e a oração subordinada precisa ter sujeito explícito diferente do antecedente. Ex.: “A empresa cujo monopólio ela detinha” – o sujeito de “detinha” é “ela”.
Gabarito: letra E (Errado).
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