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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce192059
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Petrobras
Ano
2024
Nível
Médio
Considerando ainda os aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item seguinte.No primeiro período do texto, o trecho “que detinha o monopólio” poderia ser reescrito como: cujo monopólio tinha, mantendo-se a correção gramatical do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrevendo “que detinha o monopólio” com “cujo”

Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta é gramaticalmente incorreta, pois o pronome relativo “cujo” não pode substituir “que” sem alterar a estrutura sintática da oração.

No primeiro período do texto, lê-se:

“uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo”

O pronome “que” exerce a função de sujeito do verbo “detinha”. Já “cujo” é um pronome possessivo relativo que sempre introduz uma ideia de posse e exige que o termo possuído venha imediatamente após, e o possuidor seja o antecedente. Na reescrita “cujo monopólio tinha”, o verbo “tinha” fica sem sujeito claro — a oração fica incompleta. O correto seria algo como “cujo monopólio a empresa tinha” para que “tinha” tenha sujeito.

✅ Alternativa E — ErradoGABARITO

A estrutura original “que detinha o monopólio” é uma oração subordinada adjetiva com “que” como sujeito. A tentativa de substituir por “cujo monopólio tinha” quebra a correção gramatical porque:

  • “cujo” exige que o verbo da oração subordinada tenha um sujeito explícito;

  • “tinha” é transitivo direto e precisa de um sujeito agente (quem tinha o monopólio), que está omitido de forma inadequada.

Portanto, a reescrita não mantém a correção gramatical e o item deve ser julgado como errado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a falsa impressão de que “cujo” pode substituir “que” sem ajustes. Na verdade, “cujo” impõe uma estrutura possessiva e exige que o verbo seguinte tenha sujeito próprio (já que “cujo” não atua como sujeito).

PEGA ESSA DICA!

Para usar “cujo”, lembre-se: ele concorda com o termo possuído e a oração subordinada precisa ter sujeito explícito diferente do antecedente. Ex.: “A empresa cujo monopólio ela detinha” – o sujeito de “detinha” é “ela”.

Gabarito: letra E (Errado).

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