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Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsSintaxe
Código
ce192063
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Petrobras
Ano
2024
Nível
Médio

Texto CB1A1-I 


        Dizer que o petróleo é um elemento de influência nas relações geopolíticas contemporâneas é repetir o óbvio. Desde que ele se tornou a matriz energética básica da sociedade industrial e o elemento fundamental para o funcionamento da economia moderna, ter ou controlar as fontes de petróleo e as rotas por onde ele é transportado representa questão de vida ou morte para as sociedades contemporâneas.


        Quando pensamos na geopolítica do petróleo neste início do século XXI, o primeiro fato que nos vem à mente são os conflitos do Oriente Médio, como a guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo em 1990-1991. Reduzir esses conflitos ao elemento “petróleo” seria um erro, pois questões outras estavam e estão envolvidas. Contudo, não se deve esquecer que aí estão as maiores reservas petrolíferas do mundo.


        No entanto, se examinarmos com alguma atenção as notícias do dia a dia, veremos como o problema do petróleo dentro da geopolítica contemporânea não é algo que afeta apenas os países do Oriente Médio. A busca pelo “ouro negro” está tendo impacto em outras regiões do mundo.


        Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas das maiores potências no que se refere a suprir suas necessidades energéticas, e isso tende apenas a piorar. Aqui cabe uma reflexão sobre os efeitos geopolíticos da futura mudança da matriz energética global. Mesmo sendo algo pouco provável em curto e médio prazo, o próprio esgotamento do petróleo vai obrigar a economia global a convocar outras fontes de energia, como a nuclear ou as células de hidrogênio. As alterações na sociedade global que tal mudança provocará serão, evidentemente, imensas, mas ninguém parece ainda ter refletido a contento sobre seus impactos geopolíticos. 


João Fábio Bertonha. Notas sobre a geopolítica do petróleo no século XXI.

In: Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais,

n.º 58, p. 9-10, 2005 (com adaptações). 


    



Ainda com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o próximo item.No primeiro período do último parágrafo, a forma verbal “têm” está flexionada na terceira pessoa do plural porque estabelece concordância tanto com “países” quanto com “Brasil”.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância do verbo "têm" no último parágrafo

ERRADO. A forma verbal "têm" está no plural porque concorda com o sujeito "países", e não com "Brasil". O item afirma que a concordância se dá com ambos, o que é incorreto.

No trecho:

"Em nível menor, países como o Brasil têm enfrentado os mesmos problemas..."

O sujeito da oração é "países" (núcleo do sujeito, plural). A expressão "como o Brasil" funciona como um adjunto comparativo, não integra o sujeito composto. Portanto, a flexão de terceira pessoa do plural é exigida exclusivamente por "países". A tentativa de estender a concordância a "Brasil" (singular) viola a regência do verbo com o sujeito.

A banca confunde o sujeito real com um termo acessório. O erro é de troca de conceito: atribuir um sujeito composto onde há sujeito simples com adjunto.

Gabarito: Errado.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

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