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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce192750
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEPLAG-CE
Ano
2024
Nível
Superior
Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir.Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “terminarmos” (último período do texto) fosse substituída por terminar.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Flexão do infinitivo: “terminarmos” vs. “terminar”

Gabarito: Errado (E). A substituição de “terminarmos” por “terminar” altera os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto, pois troca o infinitivo flexionado (com sujeito determinado) pelo infinitivo impessoal (sem sujeito explícito), mudando a referência e a concordância.

Ancoragem no texto

No último período do texto, lê-se:

“Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados…”

A forma “terminarmos” está no infinitivo flexionado (ou pessoal), ou seja, concorda com um sujeito oculto de 1ª pessoa do plural – “nós”. Quem termina? O próprio sujeito do discurso (os cidadãos, as cidades, a coletividade). O sujeito é recuperável pelo contexto: as cidades inteligentes, os gestores, ou a sociedade como um todo.

O que muda com “terminar”

Se substituirmos por “terminar” (infinitivo impessoal), a oração passa a ser:

“há o risco de terminar em uma caixa-preta…”

Agora o verbo não tem sujeito determinado; a ação fica genérica, impessoal. Perde-se a concordância com o sujeito coletivo implícito e, principalmente, a coerência referencial: o leitor não sabe mais quem corre o risco de terminar na caixa-preta – a frase fica ambígua ou deslocada.

PEGA ESSA DICA!

O infinitivo flexionado é usado quando se quer explicitar o sujeito da ação, especialmente quando é diferente do sujeito da oração principal. Aqui, a ação de “terminar” é atribuída ao mesmo grupo que age – daí a flexão correta.

Análise das alternativas

  • ❌ Certo (C) – A banca propõe que a troca manteria os sentidos, a correção e a coerência. Isso é falso, conforme demonstrado: a flexão é obrigatória para preservar a referência textual e a concordância. A correção gramatical, por si só, admitiria o infinitivo impessoal, mas os sentidos e a coerência seriam prejudicados. Logo, a afirmação do item é incorreta.

  • ✅ Errado (E)Gabarito. A troca altera o sujeito e quebra a coesão referencial. O texto usa o infinitivo flexionado intencionalmente para vincular a ação ao sujeito “nós” (as cidades/os cidadãos). “Terminar” tornaria a frase genérica e desvinculada do restante do parágrafo.

Conclusão

A substituição de “terminarmos” por “terminar” não mantém o sentido original, pois despersonaliza a ação, enfraquece a coesão e compromete a coerência. O item está errado.

Gabarito: letra E (Errado).

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