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Questão de Raciocínio Lógico — Lógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos — CESPE / CEBRASPE 2024

Raciocínio LógicoLógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos
Código
ce192894
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TC-DF
Ano
2024
Nível
Superior
Julgue o próximo item, relativo à seguinte proposição P: ”Defendo causas ruins com bons argumentos, mas não boas causas com argumentos ruins.”.Considere um argumento que, além da proposição P, tenha também como premissa a seguinte proposição: “Se eu defender boas causas com argumentos ruins, serei derrotado.”. Nesse caso, o argumento será válido se tiver como conclusão a sentença “Não serei derrotado.”.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de Argumentação – Validade de Argumento

❌ ERRADO. O argumento descrito não é válido, pois a conclusão “Não serei derrotado” não decorre necessariamente das premissas fornecidas.

Formalização das proposições

Sejam:

  • p: “Defendo causas ruins”;

  • q: “Uso bons argumentos”;

  • r: “Defendo boas causas”;

  • s: “Uso argumentos ruins”;

  • D: “Serei derrotado”.

A proposição P do enunciado é: “Defendo causas ruins com bons argumentos, mas não boas causas com argumentos ruins”. Em lógica:

P = (p ∧ q) ∧ ¬(r ∧ s)

A segunda premissa é: “Se eu defender boas causas com argumentos ruins, serei derrotado”, ou seja:

(r ∧ s) → D

A conclusão pretendida é: “Não serei derrotado”, isto é, ¬D.

Análise da validade

Um argumento é válido quando, em todas as situações em que as premissas são verdadeiras, a conclusão também é verdadeira. Vamos verificar se isso ocorre.

  1. Da premissa P, temos que ¬(r ∧ s) é verdadeiro. Logo, (r ∧ s) é falso.

  2. A segunda premissa (r ∧ s) → D é uma condicional. Quando seu antecedente (r ∧ s) é falso, a condicional é verdadeira independentemente do valor lógico de D. Ou seja, o conjunto de premissas não impõe nenhuma restrição sobre D: ele pode ser verdadeiro ou falso sem que as premissas se tornem falsas.

  3. Consequentemente, é perfeitamente possível que D seja verdadeiro (ou seja, “serei derrotado” é verdadeiro) e ainda assim ambas as premissas sejam verdadeiras. Nesse caso, a conclusão ¬D seria falsa.

Como existe pelo menos uma situação (modelo) em que as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa, o argumento é inválido.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a validade de um argumento e a mera verdade das proposições. Muitos candidatos pensam que, por a segunda premissa ter antecedente falso, a conclusão “não serei derrotado” é automaticamente verdadeira. No entanto, na lógica, condicionais com antecedente falso são verdadeiras, mas não implicam o consequente; este pode assumir qualquer valor. O erro típico é esquecer que a validade exige necessidade lógica, não apenas possibilidade.

Portanto, o item está ERRADO.

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