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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce193071
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-PR
Ano
2024
Nível
Superior
Texto CG1A1


    Uma pesquisa feita na Universidade Federal Fluminense (UFF) gerou um método para detecção de notícias falsas, as chamadas fake news, nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial (IA). A técnica é fruto de um estudo do engenheiro de telecomunicações Nicollas Rodrigues, em sua dissertação de mestrado pela universidade.
    O estudante e seu orientador, Diogo Mattos, professor do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Redes de Nova Geração da UFF, desenvolveram uma ferramenta de IA capaz de diferenciar fatos de notícias falsas, a partir da análise de palavras e estruturas textuais, com precisão de 94%.
    Isso significa que, a cada 100 notícias analisadas, a ferramenta conseguiu acertar se era fato ou boato em 94 situações. No total, foram analisadas mais de 30 mil mensagens publicadas em uma rede social na Internet.
    “Testamos três metodologias e duas tiveram sucesso maior. A gente indica, no final dos resultados, a possibilidade de utilizar ambas em conjunto, de forma complementar”, explica Rodrigues.
    A primeira metodologia consistiu em abastecer um algoritmo com notícias verdadeiras e depois treinar o algoritmo para reconhecer essas notícias. Aquelas que não se encaixavam no perfil aprendido eram classificadas como fake news.
    A outra abordagem é semelhante à primeira no que se refere à análise textual, mas, no lugar do algoritmo, foi utilizada metodologia estatística que analisa a frequência com que determinadas palavras e combinações de palavras aparecem nas fake news.
    Os resultados do trabalho podem-se transformar em ferramentas úteis para o usuário da Internet identificar notícias que apresentam indícios de fake news e, assim, ter cautela maior com aquela informação.
    “Pode-se transformar a ferramenta em um plugin [ferramenta que apresenta recursos adicionais ao programa principal] compatível com algumas redes sociais. E, a partir do momento em que você usa a rede social, o plugin vai poder indicar não que a notícia é falsa, de maneira assertiva, mas que ela pode ser falsa, de acordo com alguns parâmetros, como erros de português. Também existe a possibilidade de fazer uma aplicação na própria Web, onde você cola o texto da notícia e essa aplicação vai te dizer se aquilo se assemelha ou não a uma notícia falsa”, explica Rodrigues.


Internet: <www.cartacapital.com.br> (com adaptações). 
De acordo com o texto CG1A1, o método desenvolvido na UFF
  1. Atem-se mostrado promissor no que diz respeito à avaliação da confiabilidade do conteúdo veiculado nas redes sociais.
  2. Bdetecta notícias falsas veiculadas nas redes sociais e envia uma notificação aos usuários.
  3. Cfoi testado por meio de diferentes metodologias, que levaram a diferentes resultados quanto à sua eficácia.
  4. Dresponde à demanda da sociedade atual de combate às fake news em circulação.
  5. Eestá restrito ao uso acadêmico ainda, mas seus criadores pretendem popularizá-lo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — tem-se mostrado promissor no que diz respeito à avaliação da confiabilidade do conteúdo veiculado nas redes sociais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise das alternativas

Gabarito: Letra A. O texto afirma que o método desenvolvido na UFF é capaz de "diferenciar fatos de notícias falsas, a partir da análise de palavras e estruturas textuais, com precisão de 94%" e que pode se transformar em ferramentas úteis para o usuário identificar indícios de fake news. Portanto, é promissor para avaliar a confiabilidade de conteúdo em redes sociais.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O texto descreve o método como bem-sucedido (94% de precisão) e menciona que pode ser usado como plugin ou aplicação web para ajudar o usuário. Assim, está correto afirmar que ele se mostra promissor para avaliar a confiabilidade do conteúdo veiculado nas redes sociais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto não afirma que o método "envia uma notificação" aos usuários. Ele menciona que o plugin "vai poder indicar não que a notícia é falsa, de maneira assertiva, mas que ela pode ser falsa". Não há menção a envio de notificação. A alternativa extrapola (fora do escopo).

Alternativa C — ❌ Incorreta

O texto diz: "Testamos três metodologias e duas tiveram sucesso maior." Isso indica que duas foram mais eficazes, mas não afirma que as três levaram a "diferentes resultados quanto à sua eficácia" – a frase é vaga e o texto não oferece essa comparação explícita. A alternativa é imprecisa (fora do escopo).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora o combate às fake news seja um tema relevante, o texto não declara que o método "responde à demanda da sociedade atual". Essa é uma inferência não autorizada – o texto limita-se a descrever a pesquisa e suas possíveis aplicações, sem fazer essa afirmação de caráter social. Extrapolação (fora do escopo).

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto informa que o método "pode-se transformar em um plugin compatível com algumas redes sociais" e que há possibilidade de "fazer uma aplicação na própria Web". Logo, não está restrito ao uso acadêmico; os criadores já preveem sua popularização. Contradiz o texto.

Conclusão: A única alternativa totalmente amparada pelo texto é a letra A. As demais ou extrapolam ou contradizem as informações apresentadas.

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