Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra SE — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce193273
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TSE
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. O pronome "se" no excerto "Vagou-se um cargo na Assembleia Provincial" classifica-se como partícula apassivadora, e não como índice de indeterminação do sujeito (IIS).
Trecho do texto: "Vagou-se um cargo na Assembleia Provincial"
A análise se baseia na transitividade do verbo. Vagar, no sentido de "tornar vago", é verbo transitivo direto (VTD): quem vaga, vaga algo. Na frase, "um cargo" é o objeto direto? Na verdade, com o "se" apassivador, "um cargo" é o sujeito paciente da forma verbal passiva sintética. A oração equivale a "Um cargo foi vagado na Assembleia Provincial". O verbo "vagar" exige complemento direto (o cargo), portanto o "se" é pronome apassivador, e o verbo concorda com o sujeito paciente (singular).
Regra prática:
Se o verbo for VTD (com objeto direto explícito ou implícito) e o "se" puder ser substituído por "por alguém" formando voz passiva analítica → PA (partícula apassivadora).
Se o verbo for VTI, VI ou VL (sem objeto direto) → IIS (índice de indeterminação do sujeito).
No caso, "vagou-se" recebe o complemento "um cargo" (sujeito paciente), logo é PA. O IIS ocorreria em construções como "Precisa-se de funcionários" (VTI) ou "Vive-se bem aqui" (VI).
Para não confundir, coloque a frase na voz passiva analítica: "Um cargo foi vagado". Se fizer sentido, é PA. Se não, teste se o verbo pede preposição (VTI) ou se é intransitivo, aí será IIS.
Gabarito: letra E (Errado).
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