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Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaEcologia e ciências ambientais
Código
ce195823
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CAESB-DF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Sistemas de Saneamento - Especialidade: Biólogo
Assinale a opção que corresponde ao método mais indicado para avaliar os efeitos de longo prazo (crônicos) de um contaminante em um ecossistema aquático.
  1. Ateste de toxicidade aguda com o microcrustáceo Daphnia magna
  2. Bensaio de mutagenicidade com a bactéria Escherichia coli
  3. Cmedição da demanda bioquímica de oxigênio (DBO)
  4. Danálise da concentração de metais pesados por espectrofotometria
  5. Eteste de reprodução com o microcrustáceo Ceriodaphnia dubia
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GabaritoE — teste de reprodução com o microcrustáceo Ceriodaphnia dubia

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ecotoxicologia: avaliação de efeitos crônicos em ecossistemas aquáticos

Gabarito: letra E. O teste de reprodução com o microcrustáceo Ceriodaphnia dubia é o método padrão para avaliar efeitos crônicos (subletais) de contaminantes, medindo a taxa de reprodução após exposição prolongada. Diferentemente dos testes agudos, que avaliam efeitos imediatos (morte/imobilidade), os testes crônicos detectam impactos de longo prazo na dinâmica populacional, como redução da fecundidade.

A questão cobra o conhecimento dos tipos de ensaios ecotoxicológicos e sua aplicação. Enquanto testes agudos são rápidos (24–48 h) e indicam toxicidade imediata, testes crônicos duram de 7 a 21 dias e avaliam parâmetros como crescimento e reprodução. A Ceriodaphnia dubia é um organismo-teste recomendado por agências ambientais (ex.: USEPA) para ensaios crônicos de efluentes.

Método de Avaliação

Tipo de Efeito

Organismo/Parâmetro

Duração

Aplicação

Teste de toxicidade aguda com Daphnia magna

Agudo (curto prazo)

Imobilidade/mortalidade

24–48 h

Toxicidade imediata

Ensaio de mutagenicidade com Escherichia coli

Genotóxico

Danos no DNA

Variável

Triagem de potencial carcinogênico

Medição da demanda bioquímica de oxigênio (DBO)

Poluição orgânica

Consumo de O₂ por microrganismos

5 dias

Indicador de matéria orgânica

Análise de metais por espectrofotometria

Químico

Concentração de metais

Instantâneo

Dados químicos, sem efeito biológico

Teste de reprodução com Ceriodaphnia dubia

Crônico (longo prazo)

Taxa de reprodução

7–21 dias

Impacto populacional subletal

Alternativa A — ❌ Incorreta

O teste de toxicidade aguda com Daphnia magna avalia efeitos de curto prazo (geralmente 24 ou 48 h), medindo imobilidade ou mortalidade. Não é adequado para efeitos crônicos, que exigem exposição prolongada e observação de parâmetros subletais. A banca troca o conceito de agudo (curta duração) por crônico (longa duração).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Ensaios de mutagenicidade com Escherichia coli (teste de Ames, por exemplo) detectam danos no DNA, mas não avaliam impactos populacionais ou ecossistêmicos de longo prazo. São úteis para triagem de potencial carcinogênico, não para efeitos crônicos em ecossistemas aquáticos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A demanda bioquímica de oxigênio (DBO) mede a quantidade de oxigênio consumida por microrganismos na decomposição de matéria orgânica, sendo um indicador de poluição orgânica, não um bioensaio para efeitos crônicos de contaminantes específicos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A análise da concentração de metais por espectrofotometria fornece dados químicos, mas não avalia os efeitos biológicos do contaminante. Para efeitos crônicos, é necessário um ensaio biológico que integre a biodisponibilidade e a toxicidade ao longo do tempo.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O teste de reprodução com Ceriodaphnia dubia é um ensaio crônico padronizado: expõe o organismo ao contaminante por 7–8 dias e quantifica o número de neonatos produzidos. Qualquer redução na reprodução indica efeito subletal de longo prazo, sendo o método mais indicado para avaliar efeitos crônicos em ecossistemas aquáticos.

Gabarito: letra E.

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