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Questão de Geografia — Geografia Física — CESPE / CEBRASPE 2025

GeografiaGeografia Física
Código
ce196204
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CAESB-DF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Sistemas de Saneamento - Especialidade: Geógrafo
O planejamento ambiental de uma região depende do conhecimento das suas características geomorfológicas. A respeito da geomorfologia e do planejamento ambiental, assinale a opção correta.
  1. AOs mapas de setorização de riscos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), os planos de contingência, as cartas de perigo, as cartas geotécnicas de suscetibilidade e as cartas de aptidão à urbanização são exemplos de utilização de cartas e mapas temáticos que desconsideram a geomorfologia das regiões ambientalmente afetadas.
  2. BA consideração das atividades que induzem movimentação de materiais ou alteram a quantidade e a qualidade de água da rede de drenagem urbana é dispensável ao planejamento ambiental, pois tais atividades não alteram a geomorfologia natural da região.
  3. CAlgumas mudanças geomorfológicas são resultado de alterações de larga escala, com efeitos na superfície terrestre, a exemplo dos choques de placas tectônicas, comparáveis às grandes escavações feitas pela mineração.
  4. DPolíticas públicas territoriais que provoquem impactos nas paisagens são relevantes para o planejamento ambiental, pois geram efeitos geomorfológicos de grande escala, como os gerados pelo agronegócio em regiões planas.
  5. EA mudança no tipo de agricultura, em especial nas planícies, com o incentivo ao uso intensivo das terras, pode causar aumento do assoreamento dos corpos d’água e alteração da paisagem.
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GabaritoE — A mudança no tipo de agricultura, em especial nas planícies, com o incentivo ao uso intensivo das terras, pode causar aumento do assoreamento dos corpos d’água e alteração da paisagem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Geomorfologia e planejamento ambiental

Gabarito: letra E. A alternativa correta reconhece que a mudança no tipo de agricultura, especialmente nas planícies, com o incentivo ao uso intensivo das terras, pode causar aumento do assoreamento dos corpos d'água e alteração da paisagem — um efeito geomorfológico direto de atividades humanas. As demais alternativas ou desconsideram a geomorfologia, ou comparam indevidamente escalas de impacto, ou negam a influência antrópica no relevo.

O planejamento ambiental depende do conhecimento das características geomorfológicas de uma região, pois o relevo condiciona o uso e a ocupação do solo, a dinâmica hídrica e os processos erosivos. A geomorfologia estuda as formas de relevo e os processos que as modelam, incluindo tanto agentes naturais (tectônica, intemperismo, erosão) quanto antrópicos (agricultura, mineração, urbanização). A banca explora justamente a relação entre ação humana e modificação do relevo, cobrando a compreensão de que atividades como a agricultura intensiva podem acelerar processos naturais, como o assoreamento.

O assoreamento é o acúmulo de sedimentos (areia, argila, matéria orgânica) no leito de rios, lagos e reservatórios. O uso intensivo do solo em planícies, com a retirada da vegetação nativa e a mecanização, aumenta a erosão superficial e o transporte de sedimentos para os corpos d'água, reduzindo sua profundidade e alterando a paisagem. Esse é um exemplo clássico de impacto geomorfológico de origem antrópica, diretamente relevante ao planejamento ambiental.

Impactos geomorfológicos
  • 1Naturais
    • Tectônica de placas
    • Escala continental
    • Milhões de anos
  • 2Antrópicos
    • Agricultura intensiva
    • Mineração
    • Urbanização
    • Escala local/regional
    • Décadas
    • Ex.: assoreamento de corpos d'água
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os mapas de setorização de riscos da CPRM, planos de contingência, cartas de perigo, cartas geotécnicas de suscetibilidade e cartas de aptidão à urbanização desconsideram a geomorfologia. É exatamente o contrário: esses instrumentos são elaborados a partir de análises geomorfológicas, pois a suscetibilidade a deslizamentos, enchentes e outros riscos depende diretamente das formas de relevo, declividade, tipo de solo e processos erosivos. A geomorfologia é base fundamental desses mapeamentos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que considerar as atividades que induzem movimentação de materiais ou alteram a quantidade e qualidade de água da rede de drenagem urbana é dispensável ao planejamento ambiental. É o oposto: tais atividades (cortes, aterros, impermeabilização, canalização) alteram profundamente a geomorfologia urbana, modificando o relevo e a dinâmica hídrica. Ignorá-las inviabiliza um planejamento ambiental eficaz, pois são justamente as intervenções antrópicas que mais geram impactos geomorfológicos em áreas urbanas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Compara os choques de placas tectônicas às grandes escavações feitas pela mineração, afirmando que ambos são mudanças geomorfológicas de larga escala. A comparação é inadequada: os choques tectônicos são processos naturais de escala continental, que atuam ao longo de milhões de anos e geram cadeias de montanhas, terremotos e vulcanismo. A mineração, embora possa causar impactos significativos, atua em escala local/regional e em tempo geológico muito mais curto. A banca tenta equiparar magnitudes incomparáveis.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que políticas públicas territoriais que provocam impactos nas paisagens geram efeitos geomorfológicos de grande escala, como os gerados pelo agronegócio em regiões planas. Embora o agronegócio cause impactos reais (erosão, compactação do solo, assoreamento), esses efeitos são de escala local/regional, não de "grande escala" no sentido geológico. A alternativa exagera a magnitude, tentando equiparar impactos antrópicos a processos naturais de grande porte, como a tectônica de placas.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A mudança no tipo de agricultura, em especial nas planícies, com o incentivo ao uso intensivo das terras, pode causar aumento do assoreamento dos corpos d'água e alteração da paisagem. O uso intensivo do solo — com mecanização, uso de insumos e retirada da vegetação — acelera a erosão e o transporte de sedimentos para os rios, provocando assoreamento e modificando a morfologia dos canais e das planícies de inundação. Esse é um exemplo concreto de impacto geomorfológico antrópico que o planejamento ambiental deve considerar.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre escala de impacto: tenta fazer o candidato aceitar que ações humanas (mineração, agronegócio) têm a mesma magnitude de processos naturais como a tectônica de placas. A pegadinha está em comparar coisas incomensuráveis — enquanto a tectônica molda continentes ao longo de milhões de anos, a agricultura intensiva atua em escala local/regional e em décadas. Fique atento: quando a alternativa compara processos naturais e antrópicos, verifique se a escala é compatível.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de geomorfologia e planejamento ambiental, lembre-se do tripé: (1) a geomorfologia é a base dos estudos de risco e aptidão; (2) atividades humanas alteram o relevo e a drenagem; (3) impactos antrópicos têm escala local/regional, não continental. Se a alternativa negar a influência humana ou exagerar sua magnitude, desconfie.

Gabarito: letra E

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