Questão de Administração Geral — Abordagem Contingencial da Administração — CESPE / CEBRASPE 2025
Administração Geral›Abordagem Contingencial da Administração
Código
ce196266
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CAESB-DF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Suporte ao Negócio - Administrador
O modelo contingencial de Fiedler estabelece que a liderança depende de dois fatores inter-relacionados: o grau com que a situação fornece ao líder controle e influência, e a motivação básica do líder. Conforme o referido modelo, a liderança motivada pela tarefa é resultante de
Aboa relação líder-membro, baixa estrutura da tarefa e fraco poder de posição.
Bfraca relação líder-membro, alta estrutura da tarefa e forte poder de posição.
Cboa relação líder-membro, alta estrutura da tarefa e forte poder de posição.
Dboa relação líder-membro, alta estrutura da tarefa e fraco poder de posição.
Efraca relação líder-membro, baixa estrutura da tarefa e forte poder de posição.
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GabaritoC — boa relação líder-membro, alta estrutura da tarefa e forte poder de posição.
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Modelo Contingencial de Fiedler
Gabarito: letra C. No modelo de Fiedler, a liderança motivada pela tarefa é mais eficaz em situações de alto controle situacional, caracterizadas por boa relação líder-membro, alta estrutura da tarefa e forte poder de posição – exatamente a combinação da alternativa C. Fiedler propõe que o desempenho do líder depende do ajuste entre seu estilo (motivado pela tarefa ou pelo relacionamento) e o grau de controle que a situação lhe oferece. O controle é medido por três variáveis: relação líder-membro (boa ou fraca), estrutura da tarefa (alta ou baixa) e poder de posição (forte ou fraco). Líderes orientados para a tarefa têm melhor desempenho nos extremos de controle (alto ou baixo), enquanto líderes orientados para o relacionamento são mais eficazes em situações de controle moderado.
Relação boa
Relação fraca
Baixa estrutura
Tarefa (controle alto)
Relacionamento (controle moderado)
Alta estrutura
Relacionamento (controle moderado)
Tarefa (controle baixo)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Apresenta boa relação, baixa estrutura e fraco poder. Essa combinação configura um controle situacional de médio a baixo, inadequado para líderes motivados pela tarefa, que precisam de situações de alto ou baixo controle puro.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Fraca relação, alta estrutura e forte poder. Trata-se de um controle moderado, mais favorável a líderes orientados para o relacionamento, não para a tarefa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Boa relação, alta estrutura e forte poder formam a situação de controle mais favorável (alta controlabilidade). Nesse cenário, o líder motivado pela tarefa consegue aplicar sua diretividade e foco em resultados com máxima eficácia, conforme a teoria de Fiedler.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Boa relação, alta estrutura, mas fraco poder. A ausência de poder de posição forte reduz o controle situacional para um nível moderado, desfavorecendo o estilo voltado para a tarefa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Fraca relação, baixa estrutura e forte poder. Embora o poder de posição seja forte, os outros dois fatores são desfavoráveis, resultando em controle moderado. A situação de baixo controle exigiria fraco poder de posição, não forte.
Combinação
Relação
Estrutura
Poder
Controle Situacional
Estilo Eficaz
C (gabarito)
Boa
Alta
Forte
Alto
Tarefa
A
Boa
Baixa
Fraco
Baixo (mas com relação boa? Na verdade moderado)
Relacionamento
B
Fraca
Alta
Forte
Moderado
Relacionamento
D
Boa
Alta
Fraco
Moderado
Relacionamento
E
Fraca
Baixa
Forte
Moderado
Relacionamento
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir afirmando que a liderança motivada pela tarefa só é eficaz em situações de baixo controle. Na verdade, Fiedler mostra que ela é eficaz tanto no extremo favorável (alta controlabilidade) quanto no desfavorável (baixa controlabilidade). A alternativa C representa justamente o extremo favorável. Memorize: o que define a eficácia não é o estilo isolado, mas o casamento entre estilo e controle situacional.