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Questão de Química — Técnicas de Laboratório — CESPE / CEBRASPE 2025

QuímicaTécnicas de Laboratório
Código
ce196600
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CAESB-DF
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Sistemas de Saneamento - Especialidade: Técnico Químico
Em um determinado estudo realizado em laboratório, um técnico químico percebe que uma balança analítica está fornecendo resultados inconsistentes em medições sucessivas.Considerando a situação hipotética precedente, assinale a opção que corresponde ao procedimento inicial correto para identificar e corrigir o problema.
  1. ASubstituir a balança, pois resultados inconsistentes em medições sucessivas é o indício preciso de que a balança está danificada.
  2. BAjustar a balança manualmente para corrigir os resultados, com a utilização de um peso qualquer de massa conhecida e uma tabela de correção previamente calculada.
  3. CVerificar o nivelamento, calibrar a balança conforme orientado pelo manual do fabricante e registrar os resultados do teste.
  4. DUtilizar a balança mesmo assim e anotar as discrepâncias.
  5. EDesligar a balança, limpá-la cuidadosamente com álcool isopropílico e ligá-la novamente para retomar o uso.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Verificar o nivelamento, calibrar a balança conforme orientado pelo manual do fabricante e registrar os resultados do teste.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Balanças analíticas: procedimento inicial diante de resultados inconsistentes

Gabarito: letra C. Diante de medições inconsistentes em uma balança analítica, o procedimento inicial correto é verificar o nivelamento do equipamento, calibrá-lo conforme as instruções do fabricante e registrar os resultados do teste — é a sequência lógica de diagnóstico e correção antes de qualquer outra ação. As demais alternativas ou são precipitadas (substituir o equipamento), ou inseguras (ajustar manualmente sem critério), ou negligentes (usar mesmo assim), ou insuficientes (apenas limpar).

A balança analítica é um dos instrumentos mais sensíveis do laboratório, capaz de medir massas com precisão de até 0,1 mg (ou até 0,01 mg em modelos de alta resolução). Por essa sensibilidade extrema, qualquer fator ambiental ou operacional pode comprometer a estabilidade das leituras: desnivelamento da bancada, correntes de ar, vibrações, variações de temperatura, acúmulo de resíduos no prato de pesagem ou até mesmo a falta de calibração periódica. Quando o técnico percebe que medições sucessivas da mesma amostra fornecem resultados diferentes, o primeiro passo não é descartar o equipamento nem tentar "consertar" às cegas — é seguir um protocolo sistemático de verificação.

O protocolo correto começa pelo nivelamento: a balança possui pés ajustáveis e um nível de bolha (ou indicador eletrônico) que deve estar centralizado. Um desnivelamento de poucos graus já é suficiente para gerar erros sistemáticos nas leituras. Em seguida, vem a calibração, que deve ser feita com pesos-padrão certificados (classes E1, E2 ou F1, conforme a precisão exigida) e seguindo rigorosamente o manual do fabricante — cada modelo tem um procedimento específico de calibração interna ou externa. Por fim, o registro dos resultados do teste é essencial: documentar as leituras obtidas antes e depois da calibração permite avaliar se o problema foi resolvido e serve como controle de qualidade do equipamento, conforme as boas práticas de laboratório (BPL).

A lógica por trás desse procedimento é a de diagnóstico progressivo: primeiro eliminam-se as causas mais prováveis e de correção mais simples (nivelamento), depois se verifica a exatidão com padrões rastreáveis (calibração), e só então se decide se o equipamento está apto para uso ou se precisa de manutenção especializada. Essa abordagem evita dois erros opostos: substituir prematuramente um equipamento que poderia ser recuperado com um simples ajuste, ou continuar usando um instrumento que fornece dados incorretos, comprometendo a validade de toda a análise.

A pegadinha central desta questão está na alternativa B, que sugere "ajustar a balança manualmente" com um "peso qualquer" e uma "tabela de correção previamente calculada". Isso é tecnicamente incorreto e perigoso: a calibração de uma balança analítica exige pesos-padrão certificados e procedimentos definidos pelo fabricante — nunca um peso qualquer e uma correção empírica. A alternativa E também é uma armadilha: limpar com álcool isopropílico é uma boa prática de manutenção, mas não é o procedimento inicial para resolver inconsistência de medições, pois não trata das causas mais prováveis (nivelamento e calibração).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "limpeza" e "calibração". O candidato que sabe que a balança precisa estar limpa pode marcar a letra E, mas a limpeza é manutenção preventiva, não o primeiro passo para diagnosticar inconsistência. O procedimento inicial correto é sempre o mais abrangente e sistemático: verificar nivelamento, calibrar e registrar — exatamente o que a letra C descreve.

  1. 1Verificar nivelamento
  2. 2Calibrar (manual do fabricante)
  3. 3Registrar resultados do teste
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Substituir a balança imediatamente é precipitado e antieconômico. Resultados inconsistentes podem ter causas simples e corrigíveis (desnivelamento, necessidade de calibração, interferências ambientais). A substituição só se justifica após esgotar os procedimentos de diagnóstico e verificar que o equipamento está realmente danificado. A alternativa erra ao tratar a inconsistência como "indício preciso" de dano irreparável.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Ajustar manualmente com um "peso qualquer" e uma "tabela de correção previamente calculada" é tecnicamente inseguro e contrário às boas práticas. A calibração exige pesos-padrão certificados e rastreáveis, com procedimento definido pelo fabricante. Um ajuste empírico pode mascarar o problema em vez de corrigi-lo, gerando dados incorretos que comprometem toda a análise. O erro aqui é a improvisação em um instrumento de alta precisão.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a sequência correta e completa: verificar o nivelamento (causa mais comum de inconsistência), calibrar conforme o manual do fabricante (garantindo rastreabilidade e exatidão) e registrar os resultados do teste (documentando o diagnóstico e a correção, conforme as boas práticas de laboratório). É o procedimento inicial sistemático que permite identificar e corrigir o problema de forma segura e documentada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Continuar usando a balança com resultados inconsistentes e apenas anotar as discrepâncias é negligência técnica. Isso compromete a validade de todas as medições realizadas e pode invalidar experimentos inteiros. O correto é interromper o uso até diagnosticar e corrigir o problema.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Limpar com álcool isopropílico é uma boa prática de manutenção preventiva, mas não é o procedimento inicial para resolver inconsistência de medições. A limpeza remove resíduos, mas não corrige desnivelamento nem recalibra o equipamento. É uma ação complementar, não a solução para o problema descrito.

Regra de ouro: diante de qualquer anomalia em equipamento de medição, o técnico deve seguir o protocolo de diagnóstico — verificar as condições básicas (nivelamento, limpeza), calibrar com padrões certificados e registrar os resultados — antes de qualquer ação mais drástica. Isso evita tanto a substituição desnecessária quanto o uso de dados incorretos.

Gabarito: letra C

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