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Questão de Veterinária — Epidemiologia Veterinária — CESPE / CEBRASPE 2025

VeterináriaEpidemiologia Veterinária
Código
ce197700
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista - Área: Ciência Agrárias - Subárea: Sanidade e Defesa Animal
Considerando etiologia, patogenia, epidemiologia, e controle de doenças dos animais de produção e dos animais de biotério, julgue o item subsequente.A estratégia mais adequada que um país importador de carne bovina deve adotar para combater o surto de doenças prevalentes em animais e em seus materiais genéticos importados é estabelecer o bloqueio permanente de importação, por tempo indeterminado, descartando-se qualquer medida de mitigação.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sanidade animal e comércio internacional de bovinos

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque o bloqueio permanente e indeterminado de importação, com descarte de qualquer medida de mitigação, contraria os princípios da análise de risco e das medidas sanitárias proporcionais, adotados pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e pelo Acordo Sanitário e Fitossanitário (SPS) da OMC. A estratégia adequada envolve medidas baseadas em risco, como quarentena, testes, certificação e vigilância, e não uma proibição absoluta e perpétua.

O comércio internacional de animais e seus produtos, incluindo material genético, é regulado por normas sanitárias que buscam equilibrar a proteção da saúde animal e a facilitação do comércio. O princípio fundamental é que as medidas sanitárias devem ser proporcionais ao risco e baseadas em evidências científicas, evitando restrições desnecessárias ou desproporcionais. A OMSA estabelece padrões internacionais para a importação segura, que incluem a análise de risco de importação, a definição de requisitos sanitários específicos e a possibilidade de medidas de mitigação.

A análise de risco de importação é um processo estruturado que avalia a probabilidade de introdução de um agente patogênico e as consequências dessa introdução. Com base nessa análise, o país importador pode estabelecer medidas como:

  • Quarentena dos animais importados, com duração definida e monitoramento clínico e laboratorial.

  • Testes laboratoriais para detecção de agentes específicos antes e após a importação.

  • Certificação sanitária do país exportador, atestando o status sanitário do rebanho de origem.

  • Restrições geográficas ou de estabelecimentos autorizados a exportar.

  • Tratamentos como quarentena, vacinação ou outros procedimentos que reduzam o risco.

O bloqueio permanente e indeterminado, sem considerar medidas de mitigação, é uma medida desproporcional que não se baseia em análise de risco e pode ser considerada uma barreira comercial injustificada. O Acordo SPS da OMC permite que os países adotem medidas sanitárias, mas exige que sejam baseadas em princípios científicos e não sejam mais restritivas do que o necessário para proteger a saúde.

A pegadinha da questão está em apresentar uma medida extrema e absoluta como a "mais adequada", quando a prática internacional e os princípios sanitários recomendam uma abordagem baseada em risco, com medidas proporcionais e passíveis de revisão. O candidato que conhece os princípios da OMSA e do Acordo SPS identifica imediatamente o erro.

Medidas sanitárias em importação
  • 1Bloqueio permanente e indeterminado
    • descarta mitigação
    • barreira comercial injustificada
  • 2Análise de risco (OMSA/SPS)
    • medidas proporcionais ao risco
    • baseadas em evidências científicas
    • mitigação em vez de proibição
      • quarentena
      • testes laboratoriais
      • certificação sanitária
      • restrições geográficas
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Item — ❌ ERRADO

A afirmação está errada porque propõe o bloqueio permanente e indeterminado como a estratégia mais adequada, descartando qualquer medida de mitigação. Isso contraria os princípios da análise de risco e das medidas sanitárias proporcionais, que são a base do comércio internacional seguro de animais e produtos de origem animal. A abordagem correta envolve a implementação de medidas de mitigação baseadas em risco, como quarentena, testes e certificação, que permitem o comércio seguro sem a necessidade de uma proibição absoluta e perpétua.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a aceitar uma medida extrema e absoluta como a "mais adequada". O erro está em "bloqueio permanente, por tempo indeterminado, descartando-se qualquer medida de mitigação". A prática internacional e os princípios sanitários (OMSA, Acordo SPS) exigem medidas proporcionais ao risco, baseadas em análise científica, e não uma proibição total e indefinida.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar questões sobre comércio internacional de animais, lembre-se sempre dos princípios da análise de risco e da proporcionalidade das medidas sanitárias. Medidas extremas como bloqueio permanente e indeterminado são raramente justificadas e geralmente indicam uma alternativa incorreta. Busque sempre a opção que equilibra a proteção sanitária com a facilitação do comércio.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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