Questão de Biomedicina - Análises Clínicas — Biologia Molecular em Biomedicina — CESPE / CEBRASPE 2025
Biomedicina - Análises Clínicas›Biologia Molecular em Biomedicina
Código
ce198188
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista - Área: Ciências Biológicas - Subárea: Biologia Avançada e Tecnologia da Informação
A respeito de predição de estrutura de proteínas, de redes de computadores e Internet, de técnicas de análise de expressão gênica em escala, de técnicas de sequenciamento de DNA em escala e de visualização e manipulação de estruturas de macromoléculas biológicas, julgue o item seguinte.No sequenciamento de DNA com grande quantidade de sequências repetitivas, genomas comparativos, polimorfismos e genes diferencialmente expressos são atualmente muito estudados por meio de microchips de DNA, também conhecidos como microarranjos, sequenciamento por síntese.
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GabaritoE — Errado
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Sequenciamento de DNA: microarranjos e sequenciamento por síntese
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmativa está incorreta porque mistura conceitos de técnicas distintas: microarranjos (microchips de DNA) e sequenciamento por síntese são metodologias diferentes, com finalidades e princípios próprios. O sequenciamento por síntese é uma técnica de sequenciamento de nova geração (NGS), enquanto os microarranjos são utilizados para análise de expressão gênica em larga escala, genotipagem e detecção de polimorfismos, mas não para sequenciar o DNA. A banca explora a confusão entre essas duas abordagens, que, embora relacionadas à biologia molecular, não são sinônimas.
Para entender a questão, é preciso distinguir claramente os conceitos de microarranjo de DNA (também chamado de microchip de DNA ou DNA chip) e sequenciamento por síntese. O microarranjo é uma técnica de hibridização que permite analisar simultaneamente a expressão de milhares de genes, detectar polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) e realizar estudos de genômica comparativa. Nessa técnica, sondas de DNA são fixadas em uma superfície sólida (lâmina de vidro ou chip) e a amostra de DNA ou RNA marcada com fluorescência é hibridizada a essas sondas. A leitura da fluorescência indica a presença e a quantidade relativa das sequências alvo. É uma ferramenta poderosa para estudos de expressão gênica diferencial, mas não determina a ordem dos nucleotídeos em uma molécula de DNA — ou seja, não é uma técnica de sequenciamento.
O sequenciamento por síntese, por sua vez, é uma das tecnologias de sequenciamento de nova geração (NGS). Nessa abordagem, os fragmentos de DNA são imobilizados em uma superfície e a sequência é determinada pela incorporação sequencial de nucleotídeos marcados com fluorescência, catalisada pela DNA polimerase. A cada incorporação, um sinal fluorescente é emitido e capturado, permitindo a leitura da sequência em tempo real. Essa técnica é amplamente utilizada para sequenciar genomas completos, identificar mutações e estudar variações genéticas, mas não é a mesma coisa que um microarranjo.
A afirmativa do enunciado tenta unir essas duas técnicas em uma única frase, sugerindo que microarranjos são uma forma de sequenciamento por síntese. Isso é um erro conceitual: microarranjos e sequenciamento por síntese são metodologias distintas, com princípios e aplicações diferentes. Enquanto os microarranjos são baseados em hibridização, o sequenciamento por síntese é baseado na incorporação enzimática de nucleotídeos. A banca explora exatamente essa confusão, comum entre estudantes que não dominam as diferenças entre as técnicas de biologia molecular.
Na prática, para estudar genes diferencialmente expressos, genomas comparativos e polimorfismos, os pesquisadores podem usar tanto microarranjos quanto sequenciamento de nova geração, mas cada técnica tem suas vantagens e limitações. Os microarranjos são mais adequados para análise de expressão gênica em larga escala, enquanto o sequenciamento por síntese é mais adequado para descobrir novas sequências, identificar variantes raras e sequenciar genomas completos. A escolha da técnica depende do objetivo do estudo, do custo e da infraestrutura disponível.
Técnicas de biologia molecular
1Microarranjo (DNA chip)
Hibridização
Expressão gênica em larga escala
Genotipagem e SNPs
Genômica comparativa
Não sequencia DNA
2Sequenciamento por síntese (NGS)
Incorporação de nucleotídeos
Determina a ordem dos nucleotídeos
Genomas completos
Variantes raras
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Alternativa E — ❌ Errada ⟵ GABARITO
A afirmativa está errada porque promove uma confusão entre microarranjos de DNA e sequenciamento por síntese. Os microarranjos são uma técnica de hibridização que permite analisar a expressão de milhares de genes simultaneamente, detectar polimorfismos e realizar estudos de genômica comparativa, mas não são uma forma de sequenciamento. O sequenciamento por síntese é uma técnica de NGS que determina a ordem dos nucleotídeos, mas não é a mesma coisa que um microarranjo. A banca troca os conceitos, fazendo parecer que microarranjos são uma técnica de sequenciamento, o que é incorreto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora misturar técnicas de biologia molecular para confundir o candidato. Aqui, ela junta microarranjos (hibridização) com sequenciamento por síntese (NGS), como se fossem a mesma coisa. Lembre-se: microarranjo analisa expressão gênica e polimorfismos por hibridização; sequenciamento por síntese determina a ordem dos nucleotídeos. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.