Questão de Biomedicina - Análises Clínicas — Biologia Molecular em Biomedicina — CESPE / CEBRASPE 2025
Biomedicina - Análises Clínicas›Biologia Molecular em Biomedicina
Código
ce198200
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista - Área: Ciências Biológicas - Subárea: Biologia Avançada e Tecnologia da Informação
Em relação às técnicas “ômicas”, julgue o item seguinte.Estudos de genômica comparativa em plantas revelam que, dentro de uma espécie, enquanto os genes codificadores de proteínas são estritamente conservados, observa-se uma divergência evidente em termos de variantes estruturais nos genomas, fundamental para a determinação de características fenotípicas de interesse para a produção agrícola.
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Genômica comparativa e variantes estruturais em plantas
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque inverte a realidade da genômica comparativa: os genes codificadores de proteínas não são estritamente conservados dentro de uma espécie — eles apresentam variação (polimorfismos, como SNPs e indels) que é justamente a base da diversidade genética e do melhoramento. Por outro lado, as variantes estruturais (deleções, duplicações, inversões, translocações) são, sim, uma importante fonte de variação fenotípica, mas a afirmação erra ao dizer que os genes são "estritamente conservados" enquanto as variantes estruturais divergem — ambos os tipos de variação coexistem e contribuem para o fenótipo.
A genômica comparativa é o campo que compara genomas completos, seja entre espécies, seja entre indivíduos de uma mesma espécie, para identificar semelhanças e diferenças na sequência e na estrutura do DNA. Dentro de uma espécie, a comparação revela dois grandes tipos de variação: as variações de sequência de pequena escala (como os polimorfismos de nucleotídeo único, os SNPs, e pequenas inserções/deleções) e as variações estruturais de maior escala (que envolvem segmentos maiores do genoma, como deleções, duplicações, inversões e translocações).
A afirmação do enunciado contém um erro conceitual central: ela sugere que os genes codificadores de proteínas são "estritamente conservados" dentro de uma espécie. Isso não é verdade. Mesmo dentro de uma mesma espécie, os genes codificadores de proteínas apresentam variação alélica — é exatamente essa variação que permite a seleção de características de interesse no melhoramento genético, como produtividade, resistência a pragas e qualidade nutricional. Se os genes fossem estritamente conservados, não haveria variação fenotípica hereditária para os melhoristas explorarem. O que se observa é que certas sequências gênicas são mais conservadas que outras (por exemplo, genes essenciais ao funcionamento celular básico tendem a ser mais conservados), mas isso não significa ausência de variação.
As variantes estruturais, por sua vez, são de fato uma fonte importante de variação genética e podem ter grande impacto no fenótipo. Elas podem alterar a dosagem gênica, romper genes, criar novos genes quiméricos ou modificar regiões regulatórias. Em plantas cultivadas, variantes estruturais têm sido associadas a características agronômicas relevantes, como resistência a doenças, adaptação a estresses ambientais e qualidade de frutos. Portanto, a afirmação acerta ao destacar a importância das variantes estruturais, mas erra ao contrapor isso a uma suposta conservação estrita dos genes codificadores.
A pegadinha da banca está em apresentar uma dicotomia falsa: de um lado, genes "estritamente conservados" e, de outro, variantes estruturais "divergentes". Na realidade, ambos os tipos de variação coexistem e são explorados no melhoramento genético. A variação genética é a matéria-prima da evolução e do melhoramento, e ela se manifesta tanto em pequenas alterações de sequência quanto em grandes rearranjos estruturais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca cria uma falsa dicotomia ao afirmar que os genes codificadores são "estritamente conservados" enquanto as variantes estruturais divergem. Na prática, ambos os tipos de variação existem dentro de uma espécie. O candidato que sabe que genes também variam (SNPs, indels) identifica o erro na hora. A variação genética é a base do melhoramento — se os genes fossem estritamente conservados, não haveria o que selecionar!
Variação genética intraespecífica: Variações de sequência (pequena escala) (SNPs, Indels, Não são estritamente conservados); Variantes estruturais (grande escala) (Deleções, Duplicações, Inversões, Translocações); Base do melhoramento genético (Variação é matéria-prima da seleção)
Item — ❌ ERRADO
A afirmação está errada porque contém um erro conceitual: os genes codificadores de proteínas não são estritamente conservados dentro de uma espécie. Eles apresentam variação (polimorfismos de sequência, como SNPs e indels), que é a base da diversidade genética e do melhoramento. As variantes estruturais são, de fato, uma fonte importante de variação fenotípica, mas a afirmação erra ao estabelecer uma oposição entre genes conservados e variantes estruturais divergentes — ambos os tipos de variação coexistem e contribuem para o fenótipo.