Acerca das ciências ômicas, julgue o item a seguir.Na construção de estruturas de dados para pangenomas, é necessário o cálculo integrado de diversas técnicas ômicas, como a genômica, a transcriptômica e a metabolômica, que são úteis para que se descubra a forma de compartilhamento dos genes no grupo em estudo.
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Pangenômica e ciências ômicas
Gabarito: ❌ ERRADO. O item está incorreto porque a construção de estruturas de dados para pangenomas se baseia, fundamentalmente, na genômica comparativa — ou seja, na comparação de genomas completos de diferentes indivíduos da mesma espécie — e não no cálculo integrado de transcriptômica e metabolômica. O objetivo do pangenoma é justamente mapear o pan-genoma: o conjunto de genes compartilhados (core genome) e os genes acessórios/variáveis presentes em apenas parte dos indivíduos. Transcriptômica e metabolômica são ômicas funcionais que estudam expressão gênica e metabólitos, respectivamente, e não são o foco da montagem de pangenomas.
A pangenômica é um campo da genômica que surgiu para superar a limitação de se estudar um único genoma de referência. Em vez de representar a diversidade genética de uma espécie por um único indivíduo, o pangenoma reúne os genomas de múltiplos indivíduos, permitindo identificar a variação genética em nível de presença/ausência de genes. Essa abordagem é especialmente relevante em espécies com alta diversidade genética, como bactérias, plantas e animais domesticados.
A construção de um pangenoma envolve etapas como: sequenciamento de múltiplos genomas, montagem, anotação e, principalmente, a comparação desses genomas para definir o core genome (genes presentes em todos) e o accessory genome (genes presentes em apenas alguns). Essa análise é essencialmente genômica, podendo ser complementada por dados de transcriptômica para validar a expressão dos genes identificados, mas não é um requisito para a construção da estrutura de dados. Metabolômica, por sua vez, estuda o conjunto de metabólitos de um organismo e não participa diretamente da montagem de pangenomas.
A pegadinha da questão está em afirmar que o cálculo integrado de várias ômicas é necessário para a construção de pangenomas. Na prática, a pangenômica é uma abordagem genômica por excelência; as outras ômicas são ferramentas complementares para estudos funcionais, mas não são o núcleo da montagem do pangenoma. O item também erra ao dizer que essas técnicas são úteis para descobrir a forma de compartilhamento dos genes — o compartilhamento de genes é determinado pela comparação de sequências de DNA, não por transcriptômica ou metabolômica.
Portanto, a afirmação está incorreta porque atribui à pangenômica uma dependência de técnicas ômicas que não são essenciais para sua construção, confundindo o escopo da genômica comparativa com o de outras áreas ômicas.
Pangenoma
1Base: genômica comparativa
Comparação de genomas completos
Core genome (presente em todos)
Accessory genome (presente em alguns)
2Ômicas funcionais (complementares)
Transcriptômica (expressão gênica)
Metabolômica (metabólitos)
3Não são necessárias para a montagem
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Item — ❌ ERRADO
O item afirma que "é necessário o cálculo integrado de diversas técnicas ômicas, como a genômica, a transcriptômica e a metabolômica" para a construção de pangenomas. Isso está errado porque a pangenômica é uma abordagem essencialmente genômica: ela se baseia na comparação de genomas completos. Transcriptômica e metabolômica são ômicas funcionais que estudam a expressão gênica e os metabólitos, respectivamente, e não são necessárias para a montagem da estrutura de dados do pangenoma. O erro está em incluir essas técnicas como necessárias, quando na verdade são complementares e não integram o núcleo da construção. Além disso, o objetivo do pangenoma é identificar a variação genética (genes compartilhados e acessórios), o que é feito por comparação de sequências de DNA, não por análise de transcritos ou metabólitos.