Questão de Estatística — Análise Multivariada — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce198809
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista - Área: Métodos Quantitativos Avançados - Subárea: Métodos Quantitativos
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (CERTO). A análise discriminante é uma técnica multivariada cujo objetivo central é encontrar combinações lineares das variáveis preditoras que maximizem a separação entre grupos previamente definidos — exatamente o que o item descreve ao falar em "maximizar a separação entre classes" e "combinações lineares dos níveis de poluentes e fatores meteorológicos". A afirmação está correta e se alinha ao contexto do enunciado, em que o pesquisador deseja prever a qualidade do ar (boa, moderada ou ruim) a partir das variáveis medidas.
A análise discriminante pertence ao grupo das técnicas multivariadas confirmatórias (ou de dependência), pois parte de grupos já conhecidos (as classes) e busca a regra que melhor os distingue. Diferentemente da análise de cluster — que é exploratória e descobre os grupos —, a discriminante utiliza os grupos para construir a função de classificação. No caso do enunciado, as classes são os três níveis de qualidade do ar (boa, moderada, ruim), e as variáveis preditoras são os poluentes (CO, NO₂, SO₂) e os fatores meteorológicos (temperatura, umidade, velocidade do vento).
A técnica constrói uma ou mais funções discriminantes, cada uma sendo uma combinação linear das variáveis originais, da forma , em que os coeficientes são escolhidos de modo a maximizar a razão entre a variância entre grupos e a variância dentro dos grupos. Quanto maior essa razão, maior a separação entre as classes e, consequentemente, melhor a capacidade de classificar novas observações. É por isso que o item fala em "maximizar a separação" — esse é o critério matemático que define os coeficientes.
A pegadinha que a banca poderia explorar — e que não aparece aqui — seria confundir a análise discriminante com a análise de cluster ou com a análise de componentes principais. A primeira descobre grupos; a segunda reduz dimensionalidade sem se preocupar com classes. A discriminante, por sua vez, classifica em grupos conhecidos. O item, no entanto, descreve com precisão o mecanismo da discriminante, sem cair nessa confusão.
A banca poderia trocar a análise discriminante pela análise de cluster ou pela análise de componentes principais. A discriminante maximiza a separação entre classes conhecidas; a cluster descobre os grupos; a PCA reduz a dimensionalidade sem usar rótulos de classe. Aqui, o item acerta ao mencionar "classes que definem a qualidade do ar" — isso já indica que os grupos são conhecidos, o que é condição para a discriminante.
A afirmativa está correta por dois motivos: (1) a análise discriminante tem como objetivo maximizar a separação entre grupos previamente definidos, e (2) ela o faz por meio de combinações lineares das variáveis preditoras. No contexto do enunciado, as classes são os três níveis de qualidade do ar (boa, moderada, ruim) e as variáveis são os poluentes e fatores meteorológicos — exatamente o que o item descreve. A técnica é apropriada para o problema de classificação supervisionada apresentado, em que se deseja prever a categoria da qualidade do ar com base nas medições.
Gabarito: letra C (CERTO).
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