Questão de Veterinária — Imunologia e Vacina — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce200279
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Pesquisador – Área: Ciências Agrárias – Subárea: Sanidade Aquícola
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: Certo (C). A afirmativa descreve corretamente o princípio das vacinas recombinantes: genes do patógeno que codificam proteínas imunogênicas são inseridos em um hospedeiro (bactérias ou células em cultura), que passa a expressar a proteína de interesse utilizada na formulação da vacina. Esse é o conceito fundamental da tecnologia de DNA recombinante aplicada à produção de vacinas.
As vacinas recombinantes representam uma das estratégias mais modernas e seguras de imunização, tanto na medicina humana quanto na veterinária. Diferentemente das vacinas clássicas, que utilizam o patógeno inteiro atenuado ou inativado, as vacinas recombinantes utilizam apenas uma parte específica do microrganismo — geralmente uma proteína de superfície que o sistema imunológico reconhece como alvo. Essa abordagem reduz os riscos de reversão de virulência (presente nas vacinas atenuadas) e de reações adversas (mais comuns nas vacinas inativadas), além de permitir a produção em larga escala sem a necessidade de cultivar o patógeno completo.
O processo de produção segue etapas bem definidas: primeiro, identifica-se no genoma do patógeno o gene que codifica a proteína imunogênica (por exemplo, uma proteína de envelope viral ou uma adesina bacteriana). Esse gene é então isolado e inserido em um vetor de expressão — um plasmídeo ou um vírus modificado — que é introduzido em células hospedeiras, como bactérias (Escherichia coli), leveduras ou células de mamíferos em cultura. Essas células passam a expressar a proteína recombinante, que é purificada e incorporada à formulação da vacina, muitas vezes com adjuvantes para potencializar a resposta imune.
Na piscicultura, essa tecnologia tem ganhado espaço devido à intensificação da produção, que aumenta a susceptibilidade a doenças virais e bacterianas. Vacinas recombinantes contra vírus como o da necrose infecciosa pancreática (IPNV) e o da septicemia hemorrágica viral (VHSV) já são estudadas ou utilizadas em algumas regiões. A vantagem é a segurança e a possibilidade de produzir antígenos específicos sem manipular o patógeno virulento, o que é especialmente relevante em sistemas aquícolas onde a biosseguridade é crítica.
A pegadinha que a banca poderia explorar é confundir vacinas recombinantes com vacinas de DNA ou com vacinas atenuadas. Nas vacinas de DNA, o gene é inserido diretamente no animal vacinado, que passa a expressar a proteína in vivo; nas recombinantes, a expressão ocorre em um hospedeiro externo (bactéria ou célula em cultura) antes da formulação. A afirmativa em questão descreve exatamente o processo recombinante, sem qualquer erro conceitual.
Portanto, a descrição apresentada está tecnicamente correta e reflete o estado da arte na produção de vacinas recombinantes.
A afirmativa está correta porque descreve com precisão o mecanismo das vacinas recombinantes: a inserção de genes do patógeno que codificam proteínas imunogênicas em um hospedeiro (bactérias ou células em cultura), que passa a expressar a proteína de interesse. Esse é exatamente o princípio da tecnologia de DNA recombinante aplicada à vacinologia. A banca não cometeu nenhuma inversão ou troca de termos — a descrição é fiel ao conceito.
Gabarito: letra C (Certo).
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