Com relação a coleta de recursos genéticos e gestão de coleções vivas, julgue o item subsequente.Para a coleta de espécies silvestres, é recomendado priorizar o número de indivíduos por sítio de coleta em vez do número de sítios de coleta.
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Coleta de recursos genéticos e gestão de coleções vivas
Gabarito: letra E (ERRADO). Para a coleta de espécies silvestres, a recomendação técnica é priorizar o número de sítios de coleta em vez do número de indivíduos por sítio, pois a diversidade genética é melhor representada quando se amostra uma maior variedade de locais, capturando a variação geográfica e reduzindo o impacto sobre populações locais. Essa diretriz é amplamente aceita em programas de conservação e bancos de germoplasma, embora não esteja explicitada em um dispositivo legal específico no contexto fornecido.
A coleta de recursos genéticos de espécies silvestres é uma etapa crucial para a conservação da biodiversidade e para o melhoramento genético. O objetivo principal é obter uma amostra representativa da variabilidade genética da espécie, garantindo que a coleção viva ou o banco de germoplasma contenha alelos que possam ser úteis no futuro, seja para pesquisa, seja para programas de conservação ou melhoramento.
A estratégia de amostragem deve equilibrar dois fatores: o número de indivíduos coletados em cada local e o número de locais (sítios) amostrados. A recomendação técnica dominante é que, para espécies silvestres, a diversidade genética entre populações (diferenciação geográfica) costuma ser tão ou mais importante que a diversidade dentro de uma única população. Portanto, coletar em vários sítios, mesmo que com menos indivíduos por sítio, tende a capturar uma fração maior da variabilidade genética total da espécie. Além disso, coletar muitos indivíduos de um único local pode causar impacto negativo sobre aquela população local, comprometendo sua viabilidade.
Na prática, um exemplo: se uma espécie ocorre em três regiões distintas, e cada região possui uma população geneticamente diferenciada, coletar 10 indivíduos de cada região (total de 30) é mais eficiente para representar a diversidade da espécie do que coletar 30 indivíduos de uma única região. Isso porque a variação entre regiões (diversidade interpopulacional) é capturada, enquanto a variação dentro de uma única população (diversidade intrapopulacional) é apenas uma fração do total.
A distinção importante aqui é entre diversidade genética dentro de populações e entre populações. Para espécies silvestres, a diferenciação entre populações é frequentemente alta, e a amostragem deve refletir essa estrutura. Em contraste, para espécies domesticadas ou cultivadas, onde a variação entre populações pode ser menor, a ênfase pode ser diferente. No entanto, a regra geral para silvestres é clara: priorizar o número de sítios.
A pegadinha da banca está em inverter essa recomendação, afirmando que se deve priorizar o número de indivíduos por sítio. O candidato que conhece a lógica da amostragem genética percebe que a afirmação está incorreta, pois a diversidade genética é melhor capturada com mais sítios, não com mais indivíduos em um único sítio.
Guarde o critério decisivo: para espécies silvestres, a diversidade entre populações (sítios) é o fator mais relevante na amostragem — é exatamente nesse ponto que a questão se resolve.
Coleta de espécies silvestres
1Estratégia recomendada
Priorizar nº de sítios
Captura diversidade entre populações
Reduz impacto na população local
2Estratégia inadequada
Priorizar nº de indivíduos por sítio
Captura só diversidade dentro da população
Pode comprometer a população local
LEVEL · soulevel.com.br
Item — ❌ ERRADO
A afirmação está incorreta. A recomendação técnica para coleta de espécies silvestres é priorizar o número de sítios de coleta em vez do número de indivíduos por sítio. Isso porque a variabilidade genética de uma espécie silvestre está distribuída entre diferentes populações (sítios), e amostrar vários locais aumenta a representatividade da diversidade genética total, além de minimizar o impacto sobre cada população local. Priorizar muitos indivíduos de um único sítio reduziria a captura da diversidade interpopulacional e poderia comprometer a população local.