(1) Miligrama de bioinsumo produzido em 1 h por kg de massa
fúngica úmida.
(2) Gene heterólogo e gene marcador de seleção para via
metabólica essencial.
(3) Deleção de sítio alostérico em enzima alvo de
retroalimentação negativa.
Partindo das informações apresentadas na tabela acima e considerando os conhecimentos acerca do desenvolvimento e da aplicação de bioinsumos, julgue o item que se segue.O sistema CRISPR-cas utilizando-se apenas RNAs sintéticos, associado ao cultivo de célula única, possibilita a geração de mutantes, como a mutante 3, sem a permanência de elementos transgênicos.
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GabaritoC — Certo
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CRISPR-Cas9 e a geração de mutantes sem elementos transgênicos
Gabarito: ✅ CERTO. O sistema CRISPR-Cas9, quando utiliza apenas RNAs sintéticos (gRNA) e a proteína Cas9, permite a edição gênica sem a integração de DNA exógeno no genoma, o que possibilita a geração de mutantes, como a mutante 3, sem a permanência de elementos transgênicos. Essa abordagem é uma alternativa à transgênese clássica, que insere genes heterólogos de forma estável.
O enunciado descreve a mutante 3 como resultante da "deleção de sítio alostérico em enzima alvo de retroalimentação negativa". Essa alteração é uma deleção pontual, que pode ser obtida por CRISPR-Cas9 sem a inserção de um transgene. O sistema CRISPR-Cas9, ao ser entregue como RNA guia (gRNA) sintético e mRNA da Cas9 (ou proteína), realiza o corte no DNA alvo, e o reparo por NHEJ (non-homologous end joining) gera pequenas inserções/deleções (indels), resultando em mutantes sem a presença de DNA exógeno integrado. Isso contrasta com a transgênese, que utiliza vetores (como o elemento P em Drosophila) para inserir genes heterólogos.
A questão explora a diferença entre edição gênica (CRISPR) e transgênese. Na edição, o material genético exógeno (RNA sintético) é temporário e não se integra ao genoma, enquanto na transgênese há integração estável de DNA exógeno. O cultivo de célula única (single-cell) permite a seleção de clones mutantes sem a necessidade de marcadores de seleção permanentes, reforçando a possibilidade de obter mutantes sem elementos transgênicos.
A pegadinha da banca está em associar CRISPR a "transgênico" de forma genérica. O candidato pode pensar que toda modificação genética resulta em transgênico, mas a edição gênica por CRISPR com RNAs sintéticos não deixa elementos transgênicos permanentes, pois não há integração de DNA exógeno.
1RNA sintético guia (gRNA)
2Cas9 corta o DNA alvo
3Reparo por NHEJ (indels)
4Mutante sem transgene
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Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta. O sistema CRISPR-Cas9, utilizando apenas RNAs sintéticos (gRNA) e a proteína Cas9, realiza a edição gênica sem a integração de DNA exógeno. O gRNA é um RNA sintético que guia a Cas9 ao local alvo, e o reparo por NHEJ gera mutações (indels) sem a inserção de transgenes. O cultivo de célula única permite isolar clones mutantes, como a mutante 3 (deleção de sítio alostérico), sem a permanência de elementos transgênicos. Isso é possível porque o RNA sintético e a Cas9 são degradados após a edição, não deixando vestígios no genoma.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A afirmativa está incorreta, pois contradiz o que foi exposto. O CRISPR-Cas9 com RNAs sintéticos não deixa elementos transgênicos permanentes, pois não há integração de DNA exógeno. A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que toda edição gênica resulta em transgênico, mas a edição por CRISPR é uma técnica de edição gênica, não de transgênese.