Embora a genética quantitativa aplicada na criação animal
tenha levado a uma revolução tecnológica no século passado,
selecionar certas características complexas com base apenas na
criação derivada de pedigree continua sendo um desafio devido à
natureza intrincada da genética animal e dos mecanismos de
desenvolvimento. Com a conclusão de grandes projetos de
sequenciamento de genoma de raças de gado e aves, os métodos
e meios de pesquisa genética de criação de animais evoluíram
gradualmente da criação convencional tradicional para a
integração de várias ciências ômicas.
Hong Li and Xiaojun Liu.
Introductory Chapter: Applications of omics Techniques on livestock genetics and breeding.
DOI: 10.5772/intechopen.113934. (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência, julgue o item que se segue.O sequenciamento do transcriptoma em amostras derivadas de sangue não representa o perfil de expressão gênica dos embriões.
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Transcriptoma e perfil de expressão gênica em embriões
Gabarito: Certo. O sequenciamento do transcriptoma em amostras derivadas de sangue não representa o perfil de expressão gênica dos embriões, pois o transcriptoma é altamente específico do tecido e do estágio de desenvolvimento: o RNA mensageiro presente no sangue de um animal adulto reflete a atividade gênica das células sanguíneas, não a dos tecidos embrionários. Essa é uma limitação fundamental das abordagens ômicas aplicadas ao melhoramento animal, conforme o texto-base sugere ao destacar a natureza intrincada da genética animal e dos mecanismos de desenvolvimento.
O transcriptoma é o conjunto completo de transcritos de RNA produzidos por uma célula ou tecido em um determinado momento. Ele é dinâmico e varia conforme o tipo celular, o estágio de desenvolvimento, as condições fisiológicas e o ambiente. Por isso, quando se coleta sangue de um animal adulto e se sequencia o RNA, obtém-se o perfil de expressão gênica das células sanguíneas (linfócitos, eritrócitos, etc.), que é completamente diferente do perfil de um embrião em desenvolvimento. O embrião possui tecidos em formação, com programas de expressão gênica específicos para cada fase (gastrulação, organogênese, etc.), que não estão presentes no sangue periférico.
Na prática, se um pesquisador deseja estudar a expressão gênica de embriões, ele deve coletar amostras diretamente dos embriões (ou de tecidos embrionários) em diferentes estágios de desenvolvimento. O sangue de um animal adulto não contém células embrionárias, e mesmo que houvesse células-tronco circulantes, elas não representariam o transcriptoma dos tecidos embrionários em desenvolvimento. Essa distinção é crucial em genética quantitativa e melhoramento animal, onde se busca associar variações na expressão gênica com características de interesse econômico.
A pegadinha aqui é a generalização indevida: o candidato pode pensar que, como o sangue é um tecido acessível e o transcriptoma reflete a expressão gênica, então o sangue serviria como proxy para qualquer tecido. Mas a expressão gênica é tecido-específica, e o sangue não representa o perfil embrionário. O texto-base menciona a integração de várias ciências ômicas, mas isso não elimina a especificidade tecidual do transcriptoma.
Portanto, a afirmação está correta: o sequenciamento do transcriptoma em amostras de sangue não representa o perfil de expressão gênica dos embriões.
1Transcriptoma é tecido-específico
2Sangue reflete células sanguíneas
3Embrião tem tecidos em formação
4Perfis de expressão distintos
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Item — ✅ CERTO
A afirmativa está correta. O transcriptoma é tecido-específico e dependente do estágio de desenvolvimento. O sangue de um animal adulto contém RNA de células sanguíneas, não de embriões. Para estudar a expressão gênica embrionária, é necessário obter amostras do próprio embrião. O texto-base reforça a complexidade da genética animal e dos mecanismos de desenvolvimento, o que corrobora a impossibilidade de usar sangue como representativo do perfil embrionário.